Base do governo rejeita emenda que evitaria gasto desnecessário
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Sem qualquer disposição à coerência, a base do governo na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul rejeitou uma emenda da bancada do PT que evitaria a criação de 18 novos cargos comissionados para a Secretaria Extraordinária da Copa, instituída por Lei na tarde desta quarta-feira (9). A nova estrutura vai custar cerca de R$ 7 milhões ao Estado.
Conforme a bancada petista, os novos cargos são desnecessários na medida em que já existe um Comitê Executivo com as mesmas responsabilidades e com representação de várias secretarias, criado por decreto da governadora em setembro do ano passado. “Precisamos de políticas que estimulem iniciativas públicas e privadas para fazer uma grande Copa do Mundo. Mas não há razão para novos cargos. A própria governadora já criou um grupo de trabalho para coordenar as atividades relacionadas com a organização da Copa. Infelizmente, esse governo não tem coerência”, argumentou o líder do PT, deputado Elvino Bohn Gass.
O Comitê Executivo RS 2014 foi criado pelo decreto 45.868, de 16 de setembro de 2008, com o objetivo de coordenar a elaboração e execução do planejamento estratégico, tático e operacional com vistas a preparar o Rio Grande do Sul e Porto Alegre como uma das sedes da Copa do Mundo. O Comitê coordena um grupo de trabalho composto por representantes de 14 secretarias de Estado, além de representantes da Assembleia Legislativa, do Município de Porto Alegre e de representações da sociedade civil.
O assunto gerou polêmica e ocupou boa parte do debate em plenário. O deputado Raul Pont explicou que a posição do PT não significa indisposição com a realização da Copa do Mundo no Rio Grande do Sul, mas uma preocupação real com gastos desnecessários. “Apesar de dizer na propaganda que vai investir mais de R$ 1 bilhão, o governo só aplicou R$ 250 milhões no primeiro semestre. Se está sobrando dinheiro, porque os investimentos não aparecem?”, questionou.
Para o deputado Dionilso Marcon, do PT, a nova secretaria só servirá para acomodar pessoas e acalmar os ânimos internos do governo. “Duvido que tenha algum brasileiro contra a Copa no Brasil. Mas para quem disse que ia diminuir secretarias e cargos, criar essa estrutura, sem necessidade, é totalmente incoerente”, sustentou. Na mesma linha, o deputado Daniel Bordignon sustentou que a posição petista, além de manifestar preocupação com os gastos, cobra coerência com o discurso de campanha da atual governadora.
Por João Ferrer.
Conforme a bancada petista, os novos cargos são desnecessários na medida em que já existe um Comitê Executivo com as mesmas responsabilidades e com representação de várias secretarias, criado por decreto da governadora em setembro do ano passado. “Precisamos de políticas que estimulem iniciativas públicas e privadas para fazer uma grande Copa do Mundo. Mas não há razão para novos cargos. A própria governadora já criou um grupo de trabalho para coordenar as atividades relacionadas com a organização da Copa. Infelizmente, esse governo não tem coerência”, argumentou o líder do PT, deputado Elvino Bohn Gass.
O Comitê Executivo RS 2014 foi criado pelo decreto 45.868, de 16 de setembro de 2008, com o objetivo de coordenar a elaboração e execução do planejamento estratégico, tático e operacional com vistas a preparar o Rio Grande do Sul e Porto Alegre como uma das sedes da Copa do Mundo. O Comitê coordena um grupo de trabalho composto por representantes de 14 secretarias de Estado, além de representantes da Assembleia Legislativa, do Município de Porto Alegre e de representações da sociedade civil.
O assunto gerou polêmica e ocupou boa parte do debate em plenário. O deputado Raul Pont explicou que a posição do PT não significa indisposição com a realização da Copa do Mundo no Rio Grande do Sul, mas uma preocupação real com gastos desnecessários. “Apesar de dizer na propaganda que vai investir mais de R$ 1 bilhão, o governo só aplicou R$ 250 milhões no primeiro semestre. Se está sobrando dinheiro, porque os investimentos não aparecem?”, questionou.
Para o deputado Dionilso Marcon, do PT, a nova secretaria só servirá para acomodar pessoas e acalmar os ânimos internos do governo. “Duvido que tenha algum brasileiro contra a Copa no Brasil. Mas para quem disse que ia diminuir secretarias e cargos, criar essa estrutura, sem necessidade, é totalmente incoerente”, sustentou. Na mesma linha, o deputado Daniel Bordignon sustentou que a posição petista, além de manifestar preocupação com os gastos, cobra coerência com o discurso de campanha da atual governadora.
Por João Ferrer.


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