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Pedro Pereira baixa nível e Marcon recorre à Comissão de Ética e MPE

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

“Não vou tapar a sua boca a balas, mas com a comida produzida nos assentamentos”, reagiu o petista à ironia do tucano frente ao assassinato do sem-terra

Protagonista de mais um lamentável episódio na Assembléia Legislativa, o deputado Pedro Pereira (PSDB) baixou o nível ao se referir ao assassinato do sem-terra Elton Brum da Silva, ocorrido no dia 21 de agosto, durante a desocupação da Fazenda Southall, em São Gabriel. Na sessão plenária desta quarta-feira (23), o tucano também ofendeu deputados, chamando-os de mentirosos. Indignado, o deputado Dionilso Marcon (PT) avisou que levará o caso ao Ministério Público Estadual (MPE) e à Comissão de Ética da Casa. Além disso, pediu a inclusão do pronunciamento do peesedebista nos Anais da Casa. O deputado Raul Carrion (PCdoB) solidarizou-se com Marcon, com os sem-terra e com os oprimidos.

O petista supunha que o deputado de Canguçu iria lamentar a estranha morte do seu conterrâneo. “Mas, ao contrário, a cada dia ele sobre à tribuna para acusar Elton de bêbado”, criticou Marcon. Para o petista, o assassinato a sangue frio com um tiro pelas costas disparado por uma espingarda de calibre 12 mostra o desprezo do governo com os pobres do Rio Grande do Sul.

“É dever da Casa defender a vida, independente dos partidos”, advertiu Marcon, desafiando o seu adversário político a respeitar os pobres e miseráveis. “Não vou tapar a sua boca a balas, mas com a comida produzida nos assentamentos”, arrematou o deputado, para quem os quatro anos e meio vividos em acampamentos à beira de estradas gaúchas e os quinze anos de assentamentos são motivos de orgulho, portanto, merecem respeito.

Por Stella Maris Valenzuela.

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Marcon cobra do governo Yeda e do MPE revelação do nome do assassino de Elton Brum

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Como presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, o deputado Dionilso Marcon (PT) exigirá oficialmente do governo Yeda Crusius e do Ministério Público Estadual (MPE) que revelem o nome do assassino de Elton Brum da Silva. O sem-terra foi morto covardemente pelas costas com oito tiros de espingarda calibre 12, durante desocupação da Fazenda Southall, em São Gabriel. Na sessão plenária desta terça-feira (22), Marcon registrou sua indignação com a violência do governo tucano contra os movimentos sociais do campo e da cidade.

O deputado recordou que ontem fez 30 dias que o Estado executou um trabalhador e lamentou que até hoje a Polícia Civil, a Brigada Militar e a governadora não anunciaram o responsável pelo disparo fatal. “Para mim, foi uma morte política. Foi uma execução. E a senhora governadora não teve a coragem de apontar o nome de quem puxou o gatilho que matou a queima roupa o companheiro Elton, que era pobre e negro”, condenou o deputado petista, esperando que tanto o governo quanto o MPE revelem à sociedade o autor desse crime.

Por Stella Maris Valenzuela.

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OAB/RS requer cópia de inquérito militar que apura morte de sem-terra

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A OAB/RS requereu à Brigada Militar, por meio de seu conselheiro seccional e coordenador-geral da Comissão de Direitos Humanos Sobral Pinto, Ricardo Breier, cópia integral de inquérito militar que apura morte do sem-terra Elton Brum da Silva, ocorrida há um mês, bem como as filmagens realizadas durante a operação de desocupação da fazenda Southall, em São Gabriel.

“A Ordem tem, entre suas funções, zelar pela segurança da sociedade, fiscalizando os poderes públicos e defendendo os Direitos Humanos e a transparência em qualquer investigação”, destaca Breier.

O ofício foi enviado por Breier ao Coronel Paulo Rogério Machado Porto, corregedor-geral da Brigada Militar. Elton Brum da Silva, integrante do Movimento Sem Terra, foi morto no dia 21 de agosto. A BM abriu inquérito para apurar o caso.

Informações da OAB/RS.

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Da criminalização dos movimentos a um movimento criminoso

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A sucessão de acontecimentos graves na política do RS é tão intensa que, por vezes, pode se perder a noção de roporção em relação às manifestações, orientações e ações dos gestores públicos. Recentemente assistimos a mais um exemplo do grau de descontrole político que atinge o Executivo frente às mobilizações contra a corrupção. No dia 14, se armou um enorme aparato policial que gerou engarrafamentos nas principais entradas da capital e nossa segurança pública, já tão fragilizada, se amplificou com o deslocamento de um grande contingente de policiais para acompanhar o protesto. Mas a dimensão maisgrave deste processo quase passa desapercebida.O comandante da Brigada
Militar declarou que proibiria a presença de faixas e cartazes com “dizeres injuriosos” à governadora.

Aparentemente fundada na preocupação de defender a imagem da governante, esta declaração é de uma dimensão sem precedentes. Querer proibir o cidadão de expressar livremente seu pensamento é muito grave e reproduz um padrão arbitrário nunca antes visto desde os sombrios tempos da ditadura. Mas o quadro é pior na medida em que, perguntado se proibiria cartazes com expressões constantes na ação de improbidade administrativa do Ministério Público Federal (MPF), o militar foi evasivo, afirmando, inclusive, “que não se pode tomar aqueles termos como verdadeiros”.

A Constituição Federal, no seu artigo 5º, garante entre os Direitos Fundamentais do Cidadão, a livre manifestação do pensamento (inciso IV) e a livre expressão, independente de censura (inciso IX). São direitos fundamentais do Estado Democrático de Direito, invioláveis e inegociáveis, reconquistados depois de anos de ditadura e consagrados na Carta de 1988. Todo cidadão que cometa atos considerados injúria ou difamação, pode ser alvo de ação judicial do caluniado. Mas ninguém, nem a governadora, nem o presidente da República, tem o direito de impedir que o cidadão manifeste sua opinião.

A polícia militar tem dever de garantir a ordem e a segurança dos cidadãos e da sociedade, e não deliberar sobre o que é e o que não é injurioso. E qualquer cidadão, assumindo a responsabilidade de suas atitudes, pode expressar opinião sobre quem quer que seja, especialmente acerca dos seus representantes. Se um gestor público se sentir atingido que recorra aos meios legais. Não cabe à autoridade policial se atribuir um poder acima da lei, qual seja, de impedir a livre manifestação.

Mas o mais grave estava por vir uma semana depois, no dia 21. Enquanto o governo federal negociava, de forma pacienciosa, com o movimento dos trabalhadores sem-terra, inclusive a desocupação do prédio do INCRA em Brasília, aqui no Estado a política de segurança acentuava sua faceta de operação repressiva e de guerra contra os movimentos sociais, executando desocupações envolvendo crianças, mulheres e homens com ações desproporcionais e descumprindo qualquer padrão civilizado, como os apontados pelas normas de conduta da Ouvidoria Agrária Nacional, as quais o RS é o único entre os Estados brasileiro que não aderiu. Alvejando, de forma delituosa e covarde, à queima roupa, pelas costas, um trabalhador sem-terra com disparos de uma espingarda 12 da Brigada Militar.

Nesta dramaticidade em que chegamos, o colono Elton Brum da Silva é mais uma vítima da crueldade repressiva de quem não compreende a legitimidade da luta social, de uma visão truculenta, repressiva e pré-civilizatória mas, muitas vezes, vangloriada e espetacularizada de forma heróica, como sendo dotada da desejada eficiência de gestão ou o “novo jeito de governar”.

Mas tudo isto, no fundo, nada mais é do que a outra face da mesma moeda, daqueles que, se não bastasse terem sido acusados pelo MPF de mancharem a honrada dignidade política que o RS sempre deteve em nível nacional, agora partem para a vilania criminosa e ceifam a vida de um trabalhador rural, destroem a esperança de uma família, enlutam os movimentos sociais, afrontam o Estado de Direito e fragilizam a democracia.

Adão Villaverde - Deputado Estadual PT
Do Informativo On-line do Mandato - n°310 - 28/08/2009.

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MST faz coletiva de imprensa sobre assassinato de Sem Terra

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O MST e demais movimentos sociais do campo e da cidade realizam nesta terça-feira (1), às 10h30, uma coletiva de imprensa em, Porto Alegre,sobre o assassinato do Sem Terra Elton Brum da Silva em São Gabriel (RS), ocorrido durante despejo da Fazenda Southall, o andamento do inquérito policial e o processo de criminalização dos movimentos sociais no estado. Também serão abordadas questões da Reforma Agrária no RS.

Serviço:

Coletiva de imprensa - Terça-feira (1)
Horário: 10h30
Local: Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos do Rio Grande do Sul (rua Voluntários da Pátria, 595/ Edifício Santa Catharina - 10º andar/ sala 1010 - Centro de Porto Alegre)
Assunto: Assassinato do sem terra Eltron Brum da Silva durante despejo da Fazenda Southall, em São Gabriel (RS) e criminalização dos movimentos sociais

Por Kiko Machado.

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Maria do Rosário vai a São Gabriel acompanhar investigação sobre assassinato de agricultor

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A deputada federal Maria do Rosário esteve em São Gabriel nesta sexta-feira (21) para acompanhar os desdobramentos do episódio em que a Brigada Militar atuou para reintegração de posse de uma fazenda e confrontou-se com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), resultando na morte de um agricultor. A parlamentar avaliou que a situação chegou ao seu limite e responsabilizou a governadora pelos abusos da polícia gaúcha contra os movimentos sociais.

Ao chegar ao município, Maria do Rosário foi acompanhada pela presidente municipal do PT, Tani Vieira, até a delegacia da Polícia Civil onde os integrantes do MST aguardavam para dar depoimento. Ela ouviu relatos do ocorrido e disse que ficou impressionada com o ataque violento da polícia. “O que os agricultores nos relatam é que foi uma operação violenta, que não respeitou mulheres, nem crianças e adotou inclusive métodos de tortura”, disse.

Em seguida, a parlamentar foi até a Santa Casa da cidade onde conversou com alguns agricultores feridos e acompanhou os primeiros depoimentos. “Trata-se de uma situação limite, que se inicia com o fechamento das escolas itinerantes e acaba com uma morte. A responsabilidade dessa violência toda é de quem deu o tiro, do comando da operação e ainda maior da governadora Yeda Crusius”, destacou.

A deputada federal disse que vai acompanhar todo o procedimento investigativo, bem como cobrar do Ministério Público um posicionamento frente aos constantes conflitos entre a polícia e manifestantes. “Não é só contra o MST que a polícia atua, mas também contra os professores ou contra qualquer movimento que se manifeste. Temos um governo envolto em casos de corrupção que tenta desviar o foco das atenções, criminalizando os movimentos sociais”, declarou. “É um misto de incompetência com má fé”, concluiu.

Informações da Assessoria da Dep. Federal Maria do Rosário.

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Mobilizações do MST lembram 7º dia da morte de sem terra

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O Movimento Sem Terra realiza, nesta quarta-feira (27), diversas mobilizações em Porto Alegre e no interior gaúcho para marcar o sétimo dia de morte do trabalhador Elton Brum da Silva. Em São Gabriel, na Fazenda Southall, onde o sem terra foi morto, será celebrada uma missa de manhã. À tarde, no cemitério da Comunidade Solidão, em Canguçu, onde Elton foi sepultado, ocorre também uma celebração e um ato político. Familiares participam do ato na cidade.

Além da missa em São Gabriel, outras ações simbólicas devem ocorrer em todo o Rio Grande do Sul para lembrar a morte do Sem Terra e cobrar a Reforma Agrária. Em Porto Alegre, a Coordenação dos Movimentos Sociais organiza dois atos públicos- um em frente ao Palácio da Justiça e outro no MPE-antes do culto ecumênico que será celebrado às 17h, em frente à Assembleia Legislativa.

Brigada Militar matou o homem errado

O presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia legilstiva, deputado Dionilso Marcon, denunciou , nesta terça-feira (26), que a Brigada Militar matou o homem errado em São Gabriel. “Ele foi morto por engano. O sem-terra que deveria ter sido assassinado também é negro. Há uma lista de outras pessoas para serem mortas”, advertiu Marcon, que levará as denúncias ao Ministério Público Estadual.

O parlamentar cobrou a revelação no nome do assassino do sem terra, uma vez que apenas 12 policiais portavam armas letais durante a operação.

Por Denise Ritter, com Agência Chasque.

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Audiência revela caos no atendimento em saúde aos presidiários

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O preso não é cidadão eterno no sistema carcerário. Em algum momento voltará ao convívio social. É preciso saber se ele retornará melhor ou pior. O alerta foi feito pelo representante da Defensoria Pública do Estado, Nilton Leonel Arnecke Maria, na manhã desta quarta-feira (26), na audiência pública da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, que tratou da situação da saúde prisional no Rio Grande do Sul, a pedido do Conselho Estadual de Saúde. Segundo Maria, pessoas sãs convivem com doentes e há presos dormindo em local onde também defecam.

O presidente da CCDH, deputado Dionilso Marcon (PT), criticou o governo estadual por extinguir o programa de saúde prisional. Em função disso, a área não dispõe de recursos próprios. A cada três meses, a gestão tucana empenha apenas R$ 252 mil para os doentes do sistema prisional. Marcon também condena a falta de transparência e o desrespeito com os encarcerados. Para esclarecer a situação e buscar alternativas aos detentos, ele pedirá ao governo estadual um documento que especifique como é feita a atenção à saúde de reclusos, incluindo distribuição de medicamentos, exames, especialidades médicas e transportes de apenados para hospitais, por exemplo.

Amparado em dados da Corregedoria-geral de Justiça, do Tribunal de Justiça e da CPI do Sistema Carcerário, Gustavo Bernardes, da Somos - Comunicação, Saúde e Sexualidade, denunciou a grave realidade dos enfermos e disse que cerca de 30% dos reclusos são libertados e retornam à sociedade com vírus mais fortalecidos. “Há apenas 18 vagas no Hospital Vila Nova para eventuais internações dos 28.645 presidiários gaúchos”.

Conforme Bernardes, beneficiados com prisão domiciliar para tentar atendimento médico na rede pública acabam morrendo. Ele disse que é alto o índice de tuberculose, de hepatite, de HIV e de portadores de doenças infecto-contagiosas. Além disso, contou que, onde há domínio de facções, medicamentos são comercializados nas galerias, beneficiando aqueles que têm o controle interno. Ele disse ainda que urina e fezes são acumuladas no banheiro. “A descarga é feita apenas uma vez por dia”, adverte.

Outro ponto destacado na audiência indica divergência quanto à existência ou não de ginecologista para atender cerca de 400 presidiárias. No relatório do TJ consta a ausência dessa especialidade. Já a chefe da Divisão de Saúde da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe), Maria Cristina Soirefmann, diz que há uma médica no Madre Peletier. Ela também garantiu que tem pediatra e que não estão sendo usados contraceptivos intradermicos, conforme suspeita levantada na reunião.

O Relatório Final da CPI do Sistema Carcerário revela que apenas 20% dos presos brasileiros são atendidos por equipes de saúde.

A audiência também contou com as presenças dos deputados Marisa Formolo (PT) e Gilmar Sossella (PDT), de representantes do Projeto Estruturante Recomeçar, da Secretaria Estadual da Segurança Pública e de familiares de apenados.

Por Stela Máris Valenzuella.

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Mil vezes: Para quê armas letais, Governo Yeda ?

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Depois de matar a moral e a dignidade, governo tem de explicar assassinato de colono

Publicado no Blog do Bohn Gass

Há muito tempo, vínhamos alertando a sociedade gaúcha de que o modus operandi do governo Yeda no trato com os movimentos sociais, tinha tudo para acabar em tragédia. Acabou. O assassinato, desta sexta-feira pela manhã, do colono Elton Brum da Silva, de 44 anos, provou que, infelizmente, nosso aviso fazia todo sentido.

Brum morreu com um tiro de espingarda calibre 12, ao que tudo indica, disparado por um oficial da Brigada Militar que participava da ação de reintegração de posse de uma área de terra em São Gabriel.

Segundo o ex-Ouvidor da Segurança Pública e ex-Ouvidor Agrário do governo Yeda, Adão Paiani, o uso de espingardas de calibre 12 é expressamente proibido neste tipo de ação.

Reproduzo, aqui, um trecho que li no Blog Biruta do Sul:
É absolutamente inaceitável a execução de uma ordem de desocupação de homens, mulheres e crianças com contingentes exagerados e de Polícia de Choque e policiais portando armas e munições letais. Para quê? Se existem munições não-letais, para quê usar as letais, isso se comprovadamente fosse o caso de usá-las? Para quê? Mil vezes: para quê, Governadora Yeda?

Do Informativo do Dep. Estadual Elvino Bohn Gass.

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Subcomandante-geral da Brigada Militar é afastado após assassinato de sem terra

O coronel Lauro Binsfeld foi afastado do cargo de subcomandante da Brigada Militar. Ele chefiou a operação de despejo dos sem terra da Fazenda Southall, em São Gabriel, em que um trabalhador acabou sendo morto.Quem assume o subcomando da corporação é o coronel Jones Calixtrato, chefe do policiamento da capital. Ao anunciar o afastamento no sábado, o comandante da Brigada, João Trindade, admitiu que houve erro na ação da tropa, que estava orientada a usar somente munição não letal. Também disse que já foram identificados os policiais que portavam espingardas calibre 12, o mesmo da bala que matou o trabalhador. Foi aberto um Inquérito Policial Militar na Corregedoria para investigar o caso.

O trabalhador rural Elton Brum da Silva, de 44 anos, foi morto pelas costas durante ação de despejo da Brigada Militar. Elton estava entre as famílias sem terra que ocupavam a Fazenda Southall há mais de uma semana, reinvindicando a desapropriação do restante da área para a reforma agrária.

"O Elton, que foi assassinado brutalmente pelas costas pela Brigada Militar, ele poderia ser um dos assentados nessas áreas que o governo federal desapropriou [a fazenda Antoniazzi] e que o juiz de Santana do Livramento cancelou a sua imissão de posse. Por isso, o Elton paga com a sua própria vida a inoperância, a falta de vontade política dos governos em cumprirem aquilo que prometeram", diz Nina Tonin, coordenadora do Movimento Sem Terra.

Segundo Nina, cerca de 50 pessoas foram feridas pela Brigada Militar entre mordidas de cachorro, ferimentos por cacetete, inclusive na cabeça, e dedos e braços machucados.

O cerco da Brigada às famílias iniciou ainda durante a madrugada. As primeiras notícias da morte de Elton começaram a ser divulgadas em torno das 9h. Segundo informações de funcionários da Santa Casa de São Gabriel, o sem terra foi levado por policiais e já chegou sem vida ao hospital. As demais famílias permaneceram isoladas na área até pouco depois do meio dia.

Os policiais ainda prenderam 18 sem terra que foram identificados como líderes. Eles foram soltos depois de prestarem depoimento na delegacia. Para Nina, o assassinato do sem terra é o crime final de uma série de outros crimes.

"A morte desse trabalhador não se trata apenas de uma punição a quem atirou. Isso precisa ser feito, no mínimo. O que nós estamos falando é de uma violência sistemática que é a não-realização da reforma agrária. Agora ocorreu a última violência, que é a eliminação física daqueles que lutam pelos seus direitos", argumenta.

Por Agência Chasque.

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MST responsabiliza Yeda, MP e Judiciário pela morte de sem terra

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou nota pública sobre o assassinato de Elton Brum pela Brigada Militar do Rio Grande do Sul. A nota denuncia a truculência polícia e responsabiliza o governo Yeda Crusius (PSDB), o Ministério Público Estadual e o Poder Judiciário pelos acontecimentos de São Gabriel.

Leia a íntegra da nota:

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra vem a público, manifestar novamente seu pesar pela perda do companheiro Elton Brum, manifestar sua solidariedade à família e para:

1. Denunciar mais uma ação truculenta e violenta da Brigada Militar do Rio Grande do Sul que resultou no assassinato do agricultor Elton Brum, 44 anos, pai de dois filhos, natural de Canguçu, durante o despejo da ocupação da Fazenda Southall em São Gabriel. As informações sobre o despejo apontam que Brum foi assassinado quando a situação já encontrava-se controlada e sem resistência. Há indícios de que tenha sido assassinado pelas costas.

2. Denunciar que além da morte do trabalhador sem terra, a ação resultou ainda em dezenas de feridos, incluindo mulheres e crianças, com ferimentos de estilhaços, espadas e mordidas de cães.

3. Denunciamos a Governadora Yeda Crusius, hierarquicamente comandante da Brigada Militar, responsável por uma política de criminalização dos movimentos sociais e de violência contra os trabalhadores urbanos e rurais. O uso de armas de fogo no tratamento dos movimentos sociais revela que a violência é parte da política deste Estado. A criminalização não é uma exceção, mas regra e necessidade de um governo impopular e a serviço de interesses obscuros, para manter-se no poder pela força.

4. Denunciamos o Coronel Lauro Binsfield, Comandante da Brigada Militar, cujo histórico inclui outras ações de descontrole, truculência e violência contra os trabalhadores, como no 8 de março de 2008, quando repetiu os mesmos métodos contra as mulheres da Via Campesina.

5. Denunciamos o Poder Judiciário que impediu a desapropriação e a emissão de posse da Fazenda Antoniasi, onde Elton Brum seria assentado. Sua vida teria sido poupada se o Poder Judiciário estivesse a serviço da Constituição Federal e não de interesses oligárquicos locais.

6. Denunciamos o Ministério Público Estadual de São Gabriel que se omitiu quando as famílias assentadas exigiam a liberação de recursos já disponíveis para a construção da escola de 350 famílias, que agora perderão o ano letivo, e para a saúde, que já custou a vida de três crianças. O mesmo MPE se omitiu no momento da ação, diante da violência a qual foi testemunha no local. E agora vem público elogiar ação da Brigada Militar como profissional.

7. Relembrar à sociedade brasileira que os movimentos sociais do campo tem denunciado há mais de um ano a política de criminalização do Governo Yeda Crusius à Comissão de Direitos Humanos do Senado, à Secretaria Especial de Direitos Humanos, à Ouvidoria Agrária e à Organização dos Estados Americanos. A omissão das autoridades e o desrespeito da Governadora à qualquer instituição e a democracia resultaram hoje em uma vítima fatal.

8. Reafirmar que seguiremos exigindo o assentamento de todas as famílias acampadas no Rio Grande do Sul e as condições de infra-estrutura para a implantação dos assentamentos de São Gabriel.

Exigimos Justiça e Punição aos Culpados!

Por nossos mortos, nem um minuto de silêncio. Toda uma vida de luta!

Reforma Agrária, por justiça social e soberania popular!

Por MST.

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Bancada do PT lamenta morte de sem terra e responsabiliza governo de Yeda

A morte do sem terra Elton Brum da Silva, 44 anos, assassinado na manhã desta sexta-feira (21) durante a desocupação da Fazenda Southall, em São Gabriel, é o resultado trágico da opção do governo Yeda de criminalizar os movimentos sociais. Para os parlamentares do PT, ficou evidente uma conduta autoritária e uma violência despropositada, que só poderia se manifestar com a conivência dos governantes.

O PT condena a política de repressão às manifestações populares adotada pela Brigada Militar e adverte para as consequências deste comportamento truculento. “Esta morte, além de lamentada, deve ser condenada sob o ponto de vista da gestão da Segurança Pública”, afirma o deputado Raul Pont, em nome da bancada.

Pont recorda mais de uma dezena de episódios que confirmam a vocação autoritária e violenta do atual governo estadual e lembra que, sob o comando do coronel Edson Mendes, a Brigada Militar atacou sem terras, professores e servidores do Banrisul, para citar alguns exemplos. As constantes trocas de comando na chefia da BM e na cúpula da Segurança Pública, no entanto, não alteraram a conduta da corporação. “Isto demonstra que a intransigência e a arrogância estão no DNA do atual governo”, alerta.

Informações da Bancada do PT.

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Militante do MST é morto em São Gabriel

É com profunda e múltipla indignação que recebemos esta infame notícia de um cidadão, agricultor sem terra, assassinado ontem, por episódio da desocupação da Fazenda Southall em São Gabriel.

Indignação com a ação da Brigada Militar, orientada de forma equivocada pelo seu comando. Esta morte deriva da política de enfrentamento da Governadora, levada a cabo pelos sucessivos comandos da BM neste Governo. Truculência ao invés do diálogo, “ideologismo” ao invés de profissionalismo, violência ao invés do bom senso.

Indignação com a manipulação ideológica que polui a cobertura dos veículos de comunicação do estado, como se os trabalhadores sem terra procurassem um mártir, desejando esta morte. Esta morte não é culpa dos trabalhadores, estes são vítimas do poder político que, ainda, beneficia os poderosos e ricos.

Indignação, por fim, com o Governo Yeda que, chafurdado na corrupção, esqueceu do Rio Grande do Sul. No Governo Olívio Dutra, o PT provou que um governo estadual pode e deve ser responsável com a distribuição de terra, com o crescimento econômico e com a justiça social.
É inaceitável a permanência deste comando-geral da Brigada Militar como é inaceitável a permanência desta Governadora à frente do poder executivo estadual.

Jorge Branco

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Sem terra é morto em despejo na fazenda Southall

O Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul manifesta seu pesar pelo falecimento do trabalhador rural sem terra, Elton Brum da Silva, morto com um tiro disparado durante ação truculenta realizada pela Brigada Militar do Estado hoje pela manhã, em São Gabriel.

Entidades que lutam pelos direitos humanos no Rio Grande, no Brasil e internacionalmente, tem pré-anunciado que acabaria em tragédia a atual política de segurança que busca, a todo momento, criminalizar e tratar como caso de polícia os movimentos sociais no RS.

Esperamos que haja das autoridades competentes uma rigorosa investigação e punição dos responsáveis diretos e indiretos por mais este episódio que mancha a história do nosso Estado.

O PT reafirma seu compromisso histórico com a reforma agrária e os que por ela lutam.

Porto Alegre, 21 de agosto de 2009.

Olívio Dutra
Presidente do Partido dos Trabalhadores - RS

Sem terra é morto em despejo na fazenda Southall

O trabalhador rural Elton Brum da Silva foi morto na manhã de hoje (21) em São Gabriel, informa a assessoria de comunicação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Segundo o MST, Elton da Silva foi levado por policiais da Brigada Militar que faziam o despejo da Fazenda Southall para a Santa Casa do município.

Os funcionários do hospital se negam a dar informações e dizem que devem ser obtidas com a polícia, que também está omitindo o fato. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) lamenta com pesar o ocorrido e responsabiliza os governos e a Justiça. “Afinal, é de conhecimento público a truculência usada pela Brigada Militar nas ações de despejo. Mesmo assim, os poderes públicos optam por tratar as questões sociais, como a reforma agrária, como caso de polícia”.

Do site RS URGENTE.

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