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Campanha Nacional de Filiação do PT

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O Partido dos Trabalhadores lança a sua Campanha Nacional de Filiação, ao mesmo tempo em que convoca toda a nação brasileira mobilizar-se pela continuidade da construção de um projeto nacional transformador. “Em toda a parte, as pessoas estão mobilizadas para pedir mudanças, para reivindicar um novo mundo. E o Brasil é o país mais apto para realizar a maior revolução democrática do planeta. Porque, aqui, essa revolução já começou. Milhões de brasileiros melhoraram de vida, nossa economia se tornou a sétima maior do planeta e a imagem do Brasil se fortaleceu como nunca”, diz presidente do PT, Rui Falcão, no hotsite da Campanha.

O PT, reconhecido e respeitado como um dos maiores partidos políticos do mundo, sempre soube mobilizar o povo brasileiro nos momentos mais decisivos da sua história. E o resultado está aí: a partir da chegada de Lula à Presidência da República, em 2002, o Brasil tornou-se um modelo mundial de distribuição de renda, de geração de empregos, de combate à fome e de defesa do meio ambiente. E o governo da presidenta Dilma vai continuar e consolidar essa transformação com o apoio da população brasileira.

O PT hoje está organizado em mais de cinco mil municípios, conta com mais de 1,5 milhão de filiados e 60 mil dirigentes em todo o País. Governa cinco estados brasileiros e tem três vice-governadores e elegeu, em 2010, 14 senadores, 88 deputados federais e 149 deputados estaduais. Nas eleições municipais de 2008 foram eleitos 560 prefeitos, 428 vice-prefeitos e 4.166 vereadores petistas.

No seu 4º. Congresso Nacional – Etapa Extraordinária, realizado este ano, o PT avançou ainda mais na consolidação da sua democracia interna e aprovou conquistas como a paridade de gênero e a ampliação da participação dos jovens e representantes da diversidade étnico-racial.

Conheça a campanha no hotsite: http://www.pt.org.br/mobilizebrasil

Por Portal do PT.

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Marco Maia homenageia 51 anos do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Durante sessão solene na Câmara dos Deputados, Marco Maia relembrou do início de sua trajetória e do seu engajamento com as causas dos trabalhadores

Na manhã desta segunda-feira (12) o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, homenageou no plenário da Casa, o Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita, que completa 51 anos de história.

Durante pronunciamento, Marco Maia relembrou do início de sua trajetória e do seu engajamento nas causas dos trabalhadores, com o movimento sindical e a prática política. "Devo dizer que é muito importante para esta Casa manter o diálogo e comunhão com as instituições que cooperam com a construção de nossa Pátria e com o desenvolvimento de nossa gente. É muito importante para a Câmara dos Deputados abrir as portas para aqueles que querem praticar a democracia e produzir os debates necessários para fazer avançar as lutas da classe trabalhadora", disse Marco Maia.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Paulo Chitolina, agradeceu a homenagem e disse que esta data jamais será esquecida pelo sindicato. "Quero agradecer ao deputado federal, nosso presidente da Câmara de Deputados, companheiro Marco Maia, por esta sessão solene. É com grande alegria que represento o nosso sindicato aqui na Câmara dos Deputados e esta homenagem é para todas e todos que, de alguma forma, contribuíram e contribuem para manter viva a nossa história", disse Chitolina. O dirigente recorda que iniciou na militância política no sindicato junto de Marco Maia " segui no movimento sindical e Marco Maia na política e hoje é um orgulho para todos nós Marco Maia ser o Presidente da Câmara dos Deputados", ressaltou Chitolina, emocionado.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita foi concebido entre o fim dos anos 50 e o início dos anos 60, época de importante abertura política pós-Ditadura Vargas e época de grandes mobilizações sociais. Chitolina também ressalta que o Sindicato tem contribuído com a luta por uma vida melhor para todos os metalúrgicos, para o povo de Canoas, Esteio, Sapucaia, Nova Santa Rita, entre outras cidades da região metropolitana e do Estado. " Mas também contribuiu para um Brasil Melhor quando teve coragem e ousadia de liderar a mobilização para eleger na presidência da República Lula da Silva e, mais recentemente, a nossa companheira de luta e resistência Dilma Rousseff ", afirma Chitolina.
 
Também prestigiaram a solenidade e discursaram os deputados federais Amauri Teixeira (BA) representando a bancada do PT; Raul Lima (RR), o PSD, Everton Rocha (MA), representando a bancada do PDT e o presidente da Federação dos Metalúrgicos do RS, Flávio Montana de Souza. O vereador de Nova Santa Rita, José Adalmir Gonçalves Rosales também esteve presente. O pedido para a realização solene foi realizado pelo deputado federal, Vicentinho (PT/RS).


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Assessoria de Comunicação
Deputado Federal Marco Maia (PT-RS)
Presidente da Câmara dos Deputados

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Ver. Gerson Nunes fala sobre pedágios

segunda-feira, 24 de outubro de 2011



O Vereador Gérson Nunes (PT) cobrou medidas, na reunião de segunda-feira (10), em relação aos pedágios. Ele lembrou que tem sido uma bandeira constante sua a luta pela mudança no modelo de concessão das rodovias. Nunes apresentou dados mostrando que os lucros dos acionistas de uma empresa da região foi de R$ 36 milhões para cada um e o investimento no pólo foi de apenas R$ 9 milhões. “Muito lucro para pouco investimento”, comentou.

Gerson lembrou que tem contado com o apoio da deputada estadual Miriam Marroni (PT) na cobrança junto aos órgãos responsáveis.

O Vereador também comentou sobre matéria divulgada no jornal Diário Popular (DP) de Pelotas, onde foi noticiada a primeira participação na “Tribuna Popular”, projeto de sua autoria. Agradeceu a Diretoria de Comunicação da Câmara pelo trabalho de divulgação, lembrando que Canguçu tem muitas coisas boas para servir de exemplo a região, não somente notícias envolvendo temas mais polêmicos.

Por fim, o vereador Gérson Nunes pediu que a Câmara convidasse o engenheiro de trânsito que foi responsável pelas mudanças em Canguçu. Será realizada audiência pública para debater o tema.

Foto: Augusto Pinz
Fonte: Blog da Câmara de Vereadores de Canguçu

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IV Seminário de História Regional

quinta-feira, 21 de julho de 2011

IV Seminário de História do Rio Grande do Sul - 50 Anos da "Campanha da Legalidade" - Uma Vitória da Democracia
Núcleo de Pesquisa em História Regional - Universidade Federal de Pelotas

31 de agosto a 02 de setembro de 2011

Inscrições de trabalhos de 18 de julho a 18 de agosto.





Folder e Programação:





Para ver as normas de envio dos trabalhos, CLIQUE AQUI.



Para o envio dos trabalhos, CLIQUE AQUI.



Mais informações podem ser adquiridas pelo email: nphr_ufpel@yahoo.com.br, através do telefone: (53) 3284-5522 - Ramal 217 e/ou diretamente no Núcleo de Pesquisa em História Regional, que fica no Instituto de Ciências Humanas da UFPel, sala 106, na Rua Alberto Rosa, n.º 154 em Pelotas/RS.
Mais informações no blog do Núcleo de Pesquisa em História Regional: http://nphr-ufpel.blogspot.com.

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Miriam comemora anúncios de investimentos para Bagé feitos na Interiorização

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A líder do Governo Tarso Genro, deputada estadual Miriam Marroni (PT), representou, nesta manhã (1º), a Assembleia Legislativa na quinta Interiorização realizada pelo Executivo no Estado, desta vez em Bagé. Durante o evento, o governador e diversos secretários estaduais fizeram anúncios de investimentos para a cidade e região e prestaram homenagem ao bicentenário do município completado neste mês.

Assim como o público presente, que lotou o ginásio da Escola Municipal São Pedro, a parlamentar comemorou os anúncios feito pelo poder Executivo. Entre eles estão o investimento de R$ 4,8 milhões na área da Educação para oito escolas da região e o lançamento do projeto Santa Tecla, que prevê mais de R$ 3 milhões para integrar a nova era da cultura digital ao programa de desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Esse projeto se trata de um desdobramento de outro, estadual, denominado Província de São Pedro, que aplicará R$ 80 milhões para a compra de 160 mil computadores, infraestrutura e formação docente de dois anos em 278 escolas. Além da reativação do Centro de Desenvolvimento da Expressão; regularização das áreas ocupadas da Cohab.

Ao comentar o sucesso da interiorização realizada em Bagé, Miriam destacou a questão histórica do PT sempre priorizar a democracia direta e participativa. “Com o sistema de participação popular deste Governo, o Estado conta com a Consulta Popular, o Conselhão, o PPA Participativo e o Gabinete Digital. Todas essas ações, assim como a própria interiorização, são para valorizar o cidadão e sua participação na construção de um estado melhor para os gaúchos”, afirmou a parlamentar.

Taline Schneider - MTB 13593

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Pimenta, único deputado gaúcho a receber prêmio Brasileiros de Valor




 
 
O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) recebe na próxima segunda-feira (4), em São Paulo, o prêmio Brasileiros de Valor 2011 – Por um Brasil Ético e Eficiente - da entidade não-governamental Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE). Segundo a organização, “o evento valoriza ações de cidadania em diversos segmentos da sociedade”. A escolha de Pimenta entre os premiados deve-se também ao fato do deputado ter votado contra o aumento dos salários dos parlamentares em 2010.

Leia e divulgue!


GABINETE DEPUTADO FEDERAL PAULO PIMENTA
Fabrício Carbonel - Mtb 14.264
Assessoria de Imprensa: 61.8168.1313

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Informativo Ver. Maria Celeste

terça-feira, 10 de maio de 2011


Dissídio de maio na Prefeitura da Capital, por Maria Celeste

Decorridos seis anos e quatros meses do atual governo da prefeitura, os municipários tem muitas razões para reclamar. Desde o seu início não tiveram ainda nenhum ganho real de salário. Leia mais.
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Transversalidade qualifica atendimento às vítimas de violência doméstica

Na busca de políticas públicas que atendam casos de violência contra mulher e qualifique o atendimento no município de Porto Alegre, uma comitiva formada por vereadores da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Ministério Público, Defensoria Pública e Coordenadoria da Mulher de Porto Alegre visitaram o Centro de Referência de Atendimento a Mulheres Vítimas de Violência de Caxias do Sul. Leia mais.
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Prevenção, Enfrentamento, Combate, Proteção, Qualificação - Saídas para o Fim da Extinção da Juventude Negra no Brasil, por Deise Benedito

Em artigo anterior, sob o título “A Rota do Extermínio da Juventude Negra", tracei um breve panorama do “caminho da extinção" de jovens negros (meninos e rapazes mais especialmente) nos últimos 50 anos. Leia mais.
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Pão dos Pobres necessitam de mais recursos

A Comissão de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana (Cedecondh) visitou, nesta terça-feira (3/5), a Fundação O Pão dos Pobres de Santo Antônio, no bairro Cidade Baixa. Na ocasião, a direção do Pão dos Pobres, que já tem 115 anos de trabalho social,  salientou aos vereadores a urgência de novos recursos financeiros, assinatura do convênio com a Fasc e a necessidade de maior apoio do Executivo Municipal com a ONG. A presidente da Comissão, vereadora Maria Celeste (PT), disse que a Comissão vai se empenhar em ajudar a instituição.
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Casamento homossexual é legalizado

Mais um grande avanço em nosso país na questão de direitos. Por unanimidade, ministros do Supremo Tribunal Federal aprovaram, nesta quinta-feira (5/5), a legalidade da união estável entre pessoas do mesmo sexo em todo território brasileiro.   Maria Celeste que preside a Comissão de Direitos Humanos saudou a decisão do STF e salientou que no município será realizada uma campanha contra homofobia e a ampla divulgação do Artigo 150 da Lei Municipal. O texto trata da penalização de proprietários de estabelecimentos de qualquer natureza que pratiquem qualquer tipo de discriminação (racial, por orientação sexual, étnica ou religiosa)
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Governo Dilma lança edital para políticas de direitos humanos

Mais uma grande iniciativa do Governo Federal. A Secretaria Especial de Direitos Humanos abriu edital para seleção de projetos voltados para defesa e proteção de direitos humanos. Leia mais.
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Interatividade

Acesse o site www.mariaceleste.com.br e deixe seu comentário e/ou depoimento relativo aos assuntos disponibilizados na página, que é um espaço interativo.

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Informativo Ver. Maria Celeste

segunda-feira, 18 de abril de 2011


Boletim Eletrônico Vereadora Maria Celeste - Porto Alegre - 009/11     


Cedecondh conhecerá atendimento às vitimas de violência
A Comissão de Defesa do Consumidor, Diretos Humanos e Segurança Urbana (Cedecondh) visitará
(em data a ser marcada) a Coordenadoria da Mulher de Caxias do Sul para conhecer o sistema de
atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica. Leia mais

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Conduta inadequada
A presidenta da Cedecondh, vereadora Maria Celeste, participou de reunião no Comando da Brigada Militar do RS, nesta quarta-feira (13/4), para tratar do episódio na Lomba do Pinheiro, onde moradores da região - que faziam manifestação pacífica por melhorias do bairro, foram abordados por alguns policiais da BM de forma inadequada. Maria Celeste citou outro caso, que foi o tiroteio na hora do recreio durante operação policial da Brigada na Escola Gabriel Obino (zona Sul). “Sabemos e acreditamos que este tipo de conduto não provém do Comando da BM”, mas alertou que é preciso tomar uma atitude cabível para evitar que casos como estes se repitam.

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Acesso à escola técnica
Por iniciativa do Governo Federal jovens de todo Brasil terão maior acesso aos cursos de formação em escolas técnicas. De acordo com o Ministério de Educação, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico  (Pronatec) envolverá várias instituições públicas, bolsas e financiamento, as mesmas soluções clássicas dadas ao ensino superior, como o ProUni , Reuni [expansão das universidades federais], Fies [financiamento ao estudante] e Universidade Aberta. (fonte portal Brasil)

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Twitaço contra exploração sexualArtistas e atletas de destaque no Brasil irão participar de uma das maiores ações públicas já realizadas em redes sociais em defesa de crianças e adolescentes vítimas da exploração sexual comercial ou em situação de vulnerabilidade social. (fonte SEDH). Leia mais

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Crianças e adolescentes vitimadas por catástrofes
O Governo Federal, através da Secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, propôs a criação do Protocolo Nacional de Proteção de Crianças e Adolescentes em
Situação de Calamidade. A proposta foi apresentada na quarta-feira (13/4) durante o Seminário Internacional de Gestão Integrada de Riscos e Desastres. Leia mais

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Interatividade
Acesse o site www.mariaceleste.com.br e deixe se comentário e/ou depoimento relativos aos assuntos diponibilizado na pagina da vereadora. Este é um espaço interativo, por isso dê sugestões e  denuncie. Sua participação é muito importante!

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Carta aldo Rebelo - PCdoB/SP

terça-feira, 12 de abril de 2011

Miriam Leitão: Por que mentir?
Aldo Rebelo

O artigo “Código do Erro”, assinado por Miriam Leitão, expressa a pilhéria de Charles Dana de que o “jornalista separa o joio do trigo, e publica o joio”. Miriam é tida como jornalista bem informada mas seu texto sobre o Código Florestal é uma sucessão de inverdades e erros carregados de má-fé e piores intenções.

Produtividade inativa – Miriam Leitão fala de “61 mil hectares de área já desmatada de alta e média produtividade agrícola e que não está sendo usada”, quando deveria dizer 61 milhões, erro que pode ser atribuído, talvez, ao desconhecimento da jornalista sobre o valor do hectare (10.000 m²). Aguardo com ansiedade o suposto estudo de “especialistas da USP” que vai nos revelar essa medida cabalística de produtividade em terra inativa…Espero que tal eldorado verde não sejam, obviamente, pastagens degradadas.

Caricatura e realidade – A possibilidade de um brasileiro ser preso por tirar uma minhoca da terra está prevista na lei n.º 9.605, de 1998 e no decreto n.º 6.514, de 2008. O que Miriam chama de caricatura em minhas citações é uma fotografia da realidade: o lavrador Josias Francisco dos Anjos foi cercado a tiros pela Polícia Florestal e preso por raspar a casca de uma árvore medicinal na beira do córrego Pindaíba, em Planaltina, perto de Brasília. Josias usava raspas do caule para fazer chá para sua mulher vítima da doença de Chagas. Foi algemado e encarcerado na delegacia. Por essa e outras, o jurista e ex-ministro da Justiça Miguel Reale Jr. classificou a lei ambiental do Brasil como “um desastre. É a legislação mais envergonhante do Direito brasileiro. Eu a chamei de a lei hedionda dos crimes ambientais´”. E deu um exemplo tão burlesco quanto perturbador: “Se você escorrega e amassa a begônia do jardim do vizinho é crime.”

Mudanças alopradas na lei – O Código Florestal não tem 50 anos. Foi promulgado há 77, em 1934, reformado em 1965 e sucessivamente adulterado por decretos, leis, medidas provisórias, portarias, resoluções da burocracia ambientalista encastelada no Estado. Boa parte dos produtores rurais foi posta na ilegalidade por supostos crimes cometidos antes da tipificação. A reserva legal de 80% na zona de floresta da Amazônia, por exemplo, é de 2000, mas antes disso o próprio Estado incentivava o pequeno lavrador que ele próprio levava como colono a derrubar a mata para ter direito ao lote e acesso a crédito. Com a mudança na lei, virou delinquente.

Audiências pluralistas – Soa como insulto desqualificar as 64 audiências públicas que realizamos. Foram ouvidas todas as correntes de opinião. Grupos como o Greenpeace foram a quase todas e falaram à vontade. Aliás, em matéria de pluralismo, o artigo de Miriam Leitão é um caso acabado de uniopinião: ouviu um pesquisador do Imazon, contra meu projeto, evidentemente. Tal ONG é financiada por organizações como Fundação Ford, WWF-Usaid, Banco Mundial e Comissão Européia/Joint Research Center. Daí minha insistência em apontar a relação comercial e geopolítica entre essas entidades e os interesses econômicos que movem os Estados.

O papel dos militares – Não me cabe convencer a ninguém de que a versão do código de 1965 correspondeu a uma “obsessão radical do governo militar”. A reforma do Código de 1934, que gerou a lei n.º 4.771, de 15 de setembro de 1965, não foi uma iniciativa dos militares, mas da presidência democrática de João Goulart. Com base em propostas formuladas desde 1950, o governo do primeiro-ministro Tancredo Neves encaminhou o projeto ao Congresso em 1962. Para a aprovação da lei em 1965, não havia, naturalmente, conluio entre  caserna e ONGs, que são um produto contemporâneo da globalização e do neoliberalismo com a pretensão de ao menos influir nas decisões dos Estados nacionais. Para os militares, a pior poluição era pobreza, e daí se inferem suas preocupações ambientais.

Terra não é problema – Não defendo o desmatamento de terras virgens para uso da agropecuária. A Confederação Nacional da Agricultura é que diz defender o “desmatamento zero”, com o que não concordo completamente, pois há Estados do Nordeste com porções de Cerrado que podem ser exploradas de forma sustentável para a produção de alimentos. Fixei em meu projeto uma moratória de cinco anos, que corresponderia ao período estabelecido para a regularização das propriedades postas fora da lei. Mas há pressões, até do Executivo, para que esta salvaguarda seja retirada. O problema é impedir o agricultor de usar a terra que tem e está diminuindo. Os censos do IBGE registram que entre 1996 e 2006 foram expropriados da agropecuária 23,7 milhões de hectares.

Anistia é para erro – Quando a redatora afirma que “o erro principal da mudança do Código Florestal é se basear na tese de que é preciso anistiar o que foi feito errado” segue o padrão de não saber o que diz. À situação dos agricultores aplica-se o chiste do Barão de Itararé: “Anistia é um ato pelo qual os governos resolvem perdoar generosamente as injustiças e os crimes que eles mesmos cometeram.” Ademais, meu projeto não inventou anistia alguma. Ela foi concebida e concedida pelo governo do presidente Lula e seu ministro ambientalista Carlos Minc, pelo decreto n.º 7029, de 10 de dezembro de 2009, promulgado sem nenhum debate.

Massacre dos 5 ha – Metade das propriedades do nordeste tem até 5 hectares, e apenas 0,6% da área com APP e Reserva Legal. Miriam e seus aliados querem confiscar 20% desse espaço para Reserva Legal e se um riachinho cruzar a propriedade (30 metros de mata ciliar de cada lado) mais 60% da área. Ao infeliz restaria quase nada para cultivar e sobreviver. Comigo, não, senhora jornalista.

Adriana Fortes
Assessora de Imprensa
Deputado Federal Aldo Rebelo (PCdoB/SP)

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Plenária da Nova Tendência do PT

quarta-feira, 30 de março de 2011

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Reforma Política: PT reafirma compromisso com resoluções aprovadas em congressos

Reforma Política: PT reafirma compromisso com resoluções aprovadas em congressos

As propostas analisadas durante a reunião da Comissão Executiva Nacional do PT nesta quinta-feira (17) reafirmaram que o PT tem orientação definida sobre a reforma política com base nas resoluções dos seus dois últimos congressos (2007 e 2010).

“O tema central da discussão foi a Reforma Política, que contou com a participação de senadores e deputados federais para organizar nossa campanha na sociedade no Congresso e debater a posição oficial do partido com os nossos filiados no Brasil inteiro, com os movimentos sociais, com todos os setores da socieade e, evidentemente, com os partidos político e no Congresso Nacional, onde a reforma terá que se viabilizar”, explicou o secretário-geral.

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Governo do Estado quer mudar o Portal da Transparência - Juliana Foernges



Juliana Foernges comanda Subchefia de Ética, Controle Público e Transparência

Quando ganhou as eleições, em outubro do ano passado, o governador Tarso Genro (PT) já anunciava que a antiga Secretaria Estadual de Transparência e Probidade Administrativa seria extinta. Criada pela ex-governadora Yeda Crusius (PSDB), a estrutura foi substituída pela Subchefia de Ética, Controle Público e Transparência da Casa Civil.

A advogada Juliana Foernges, que comanda o departamento, informa que o Palácio Piratini pretende modificar o atual Portal da Transparência, criado durante a gestão tucana.

A atual administração considera o site (www.transparencia.rs.gov.br) complicado e de difícil entendimento para a população.

"Não basta disponibilizar as informações se a população não consegue traduzi-las", critica a subchefe de Ética do governo gaúcho. Ainda não há prazo para o novo portal entrar em operação, mas Juliana adianta que novas informações serão disponibilizadas.

Nesta entrevista ao Jornal do Comércio, Juliana revela que o governo está preparando um estudo para balizar ações disciplinares sobre denúncias de nepotismo. "Hoje, existem dúvidas no próprio Superior Tribunal Federal (STF) sobre o assunto", explica.

Juliana Botelho Foernges tem 33 anos e é pós-graduada em Direito Público pela Ufrgs. Ela já trabalhou com o governador Tarso Genro em 1998, quando estagiava em seu escritório de advocacia. E foi assessora jurídica do petista durante sua segunda passagem pela prefeitura de Porto Alegre (2001-2002).

Em 2009, foi convidada pela prefeita de Gravataí, Rita Sanco (PT), para comandar a Procuradoria-Geral do Município, onde permaneceu até assumir a Subchefia de Ética, Controle Público e Transparência do governo estadual.

Jornal do Comércio - Como será a atuação da subchefia?

Juliana Foernges - Vamos atuar em quatro eixos: potencialização da trasnparência, melhoria do gasto público, prevenção e combate à corrupção e incentivo ao controle social sobre as ações do governo. Estou preparando para o governador um relatório das primeiras medidas que vamos anunciar sobre o assunto. Vamos adotar pequenas ações de curto, médio e longo prazo.

JC - Em que áreas?

Juliana - Já está na Assembleia Legislativa o projeto que cria o Sistema Estadual de Ética, Controle Público e Transparência. Vamos articular ações com órgãos já existentes e potencializar outras áreas, como a ouvidoria. Também vamos traduzir as informações do Portal da Transparência para que o site se torne mais acessível ao cidadão.

JC - O atual site será modificado?

Juliana - Sim, vamos reestruturar. Não basta disponibilizar as informações se a população não consegue traduzi-las. A administração pública lida com leis, com um sistema complexo de orçamento, de empenho e de liquidação. Isso não é de fácil entendimento.

JC - O número de informações no portal será ampliado?

Juliana - O que existe hoje no site é o que a Lei de Responsabilidade Fiscal determina. Vamos avaliar o que mais podemos colocar sem ferir direitos. Atualmente, não se consegue saber quanto o Estado repassa para determinado município. São informações que estão desorganizadas, sem uma metodologia que facilite o acesso. Tentaremos deixá-lo mais simples. O que pudermos simplificar ou aumentar em termos de informação, vamos colocar. Mas ainda não há previsão de quando isso ocorrerá.

JC - Uma das primeiras atuações da Subchefia de Ética foi na questão do nepotismo, quando se questionou a nomeação de três policiais militares da mesma família para cargos na Casa Militar.

Juliana - Nesse caso, tanto o parecer da Subchefia quanto o do Ministério Público entenderam que não houve nepotismo (o MP sustentou que havia relação de subordinação entre os nomeados).

JC - Mas como o governo lidará com casos semelhantes?

Juliana - Isso terá que ser avaliado caso a caso. Estamos fazendo um estudo para estabelecer uma regulamentação desse tema em matéria estadual. Hoje, existem dúvidas no próprio Superior Tribunal Federal (STF) sobre o assunto. No ano passado, o STF propôs a revisão da súmula que trata de nepotismo. É uma questão de difícil entendimento, pois várias situações poderiam configurar nepotismo, mas na prática não configuram violação ao princípio da moralidade.

JC - Que medidas estão sendo pensadas para melhorar o gasto público?

Juliana - Vamos reavaliar os contratos do governo com terceiros para prestação de serviços. Precisamos verificar os que estão vigentes, oriundos de governos anteriores. Veremos se estão adequados, se observam à economicidade e se estão sendo executados. Também vamos determinar que os contratos sejam fiscalizados por servidores efetivos.

JC - As secretarias estaduais não poderão mais designar um cargo em comissão (CC) para fiscalizar contratos?

Juliana - É obrigatório que um ou mais servidores sejam designados para acompanhar a fiscalização de qualquer contrato administrativo. O governo tem a conveniência de escolher quem quiser. Não quer dizer que um CC seja mais suscetível à corrupção. Mas às vezes se consegue repreender um servidor efetivo de uma forma mais objetiva, instaurando um processo administrativo. Nesse caso, um CC poderia ser exonerado e nada aconteceria. E daqui a quatro anos ele poderia retornar.

JC - E que ações serão tomadas no combate à corrupção?

Juliana - Todas essas reportagens que surgem envolvendo denúncias de corrupção por parte de servidores públicos geram processos e alguns acabam parando. Não conseguimos nem estabelecer quantos casos existiam e quantos foram suspensos. Então, vamos estabelecer um monitoramento dos processos administrativo-disciplinares, que são feitos pela Procuradoria-Geral do Estado. A intenção é informatizá-los, para que possamos realizar o acompanhamento.

JC - Que medidas estão sendo tomadas sobre o caso de condução de licitações para compra de pardais?

Juliana - Estamos monitorando esse tema. Encaminhamos ofícios aos órgãos envolvidos, pedindo esclarecimento e informações sobre o que está sendo feito.

JC - Muitas denúncias de corrupção envolvem licitações. Esses processos vão passar pelo crivo da Subchefia de Ética?

Juliana - Não. As licitações continuam sendo feitas na Central de Compras (Cecom). Mas vamos atuar em conjunto para verificar os problemas, em parceria com a Controladoria e Auditoria-Geral do Estado (Cage). Algumas secretarias, como a da Saúde e a da Segurança, e até mesmo o Instituto Riograndense do Arroz (Irga), podem fazer suas próprias compras sem passar pelo Cecom. São coisas que precisamos avaliar se são eficazes e convenientes para a administração. Também implantaremos um disque-denúncia e atuaremos na capacitação dos servidores públicos.

JC - Essa capacitação se dará em parceria com o governo federal.

Juliana - Vamos replicar no Estado os cursos de combate à corrupção que são feitos pelo Ministério da Justiça. Precisamos não apenas exigir deles, mas também dar condições de que sejam capacitados. Porque às vezes ocorrem falhas por mero desconhecimento. O ministério disponibiliza os profissionais e cursos formatados, e o Estado entra com a estrutura necessária.

JC - A senhora e o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana (PT), foram a Brasília no final de fevereiro. Que outras parcerias conseguiram?

Juliana - Queremos estreitar o laço com os órgãos federais de controle. Vamos aderir a programas desenvolvidos pela Controladoria-Geral da União (CGU), como o Cadastro Nacional de Empresas Inedôneas e Suspensas de Licitação. O governo do Estado, por opção, não havia aderido a esse cadastro ainda. Informaremos à CGU quais empresas são declaradas inedôneas e estão impedidas de concorrer em licitações aqui no Rio Grande do Sul.

JC - A sua estrutura é herdeira da antiga Secretaria Estadual da Transparência e Probidade Administrativa. Como a senhora recebeu a área?

Juliana - A secretaria que existia sequer tinha alguma atividade ou programa que era desenvolvido, que a gente pudesse aproveitar, reformular ou dar continuidade. Ela havia sido constituída num cenário de crise política, para dar uma resposta à população. Mas acabou não tendo o papel de transparência e foi esvaziada desde sua criação. Acabava desempenhando um papel meramente burocrático.

Notícia da edição impressa de 18/03/2011 Jornal do Comércio
Samir Oliveira
FREDY VIEIRA/JC

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Ministério da Justiça dá parecer favorável à liberação de recursos para presídios gaúchos





Colocamos a disposição dos nossos leitores, algumas fotos do evento na Rontam em São Paulo dia 25/02, quando o amigo e companheiro Giovani Moreira recebeu as viaturas do Ministro Cardozo e do Diretor do Depen.

Abçs,
Giovani Mota Moreira
Departamento Administrativo


Ministério da Justiça dá parecer favorável à liberação de recursos para presídios gaúchos
O Governo do Estado recebeu parecer favorável da Consultoria Jurídica do Ministério da Justiça, nesta sexta-feira (25), referente aos R$ 49 milhões para a construção de dois presídios e reforma de mais dois no Rio Grande do Sul. Os recursos serão utilizados para reformas nos presídios de Espumoso (54 vagas) e de Venâncio Aires (108 vagas), e para a construção de casas prisionais em Bento Gonçalves (336 vagas) e Guaíba (672 vagas).

O chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, esteve reunido com representantes do Ministério da Justiça, em Brasília, nos dias (24 e 25), para tratar dos convênios. "Estamos bastante otimistas com o encaminhamento dado pelo Ministério da Justiça, que deverá enviar o processo para o Ministério da Fazenda nos próximos dias", disse Pestana.

Os convênios deveriam ter sido firmados até dezembro de 2010 para que houvesse a liberação dos recursos ainda em 2011, mas os prazos estabelecidos não tinham sido cumpridos pela gestão anterior. Desde que assumiu, em janeiro deste ano, o Governo Tarso Genro está discutindo com o Governo Federal uma alternativa para solucionar o problema.

Fonte: site do Governo do Estado

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Fórum Social Mundial

terça-feira, 1 de março de 2011

Prezado (a)

Tomamos a liberdade de enviar o convite da plenária do Fórum Social Mundial.


Att.
Álvaro Corrêa
Chefe de Gabinete Dep.. Adão Villaverde


Companheiros e Companheiras,

Dia 1º de março (terça-feira) ocorrerá a plenária de avaliação/socialização do Fórum Social Mundial 2011/Dacar e debate sobre o próximo FSM, que em 2012 será descentralizado.

A Plenária será realizada na CUT-RS (R. Barros Cassal, 283, Bairro Floresta, POA, (51) 3224-2484), das 18 h às 20h30m.

Contamos com a participação de todos e todas!

Coordenação Executiva do FSM Grande Porto Alegre.
Secretaria GeralCUT/RS

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O analfabeto arrasou por Juremir Machado da Silva

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

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É a democracia, senhores!

Os processos de democracia participativa foram amplamente estimulados a partir de 2003, com a criação de 18 novos conselhos nacionais e a reformulação de 15 que já existiam. O incremento das formas de participação social, ao incorporar milhões de brasileiros e brasileiros tradicionalmente excluídos da vida política, trouxe também novas agendas que passaram a incidir no desenho das ações do Estado. A participação social mostrou-se a forma mais efetiva de romper com o monopólio da política exercido pelos arranjos tradicionais. O artigo é de Gerson Almeida.

Gerson Almeida (*)

Há muitas razões que ajudam a explicar a extraordinária aprovação do presidente Lula e do seu governo, que alcançou aprovação recorde de 87% e 80%, respectivamente, de acordo com a última pesquisa CNI/Ibope. Entre as iniciativas do governo, há um amplo reconhecimento de que as políticas distributivas são, em grande parte, fatores explicativos deste sucesso. Elas impulsionaram um ciclo virtuoso que acelerou o consumo interno e alçou milhões de pessoas para as classes médias e passando a ter acesso à educação superior, ao crédito, etc. Esses, entre tantos outros possíveis exemplos, são responsáveis pelo sentimento de “bem-estar”, como demonstra o Índice de Confiança do Consumidor, pesquisado pela FGV, que subiu 8,9% em dezembro este ano, na comparação com igual mês em 2009. Ou seja, o sentimento de bem-estar no presente, faz o brasileiro projetar boas expectativas no futuro.

Há, no entanto, um fator de grande relevância para explicar essa extraordinária aprovação cuja dimensão ainda não foi devidamente apreendida, posto que não há nenhum índice capaz de mensurá-lo: qual o papel dos processos de participação social na avaliação positiva do governo?

Responder essa questão é o objetivo da pesquisa “Participação como Representação: o impacto das conferências e conselhos nacionais na formulação e execução de políticas públicas”, solicitada pelo governo federal, por meio da Secretaria-Geral da Presidência, ao IESP/UERJ e coordenada pela pesquisadora Thamy Pogrebinschi. Com esse estudo inédito, é possível avançar na compreensão do impacto dos processos participativos representados pelas conferências e conselhos nacionais na formulação e execução de políticas públicas, assim como na atividade legislativa e começar a dimensionar o quanto esses processos são efetivos na transformação do processo tradicional de deliberação.

Para realizá-la foram estudadas 84 conferências nacionais ocorridas de 1988 a 2010, que produziram 8091 diretrizes e 7792 proposições legislativas, assim como 724 diretrizes resultantes das deliberações de 9 conselhos nacionais (1).

Um trabalho, sem dúvida, de fôlego e capaz de apresentar, pela primeira vez, um panorama da intensa dinâmica de diálogo e negociação que a participação social produziu ao longo dos governos do presidente Lula.

A primeira constatação é a de que esses processos de democracia participativa foram amplamente estimulados a partir de 2003, com a criação de 18 novos conselhos nacionais e a reformulação (para ampliar a participação da sociedade civil) de 15 que já existiam. É certo que as conferências e os conselhos nacionais já existiam, mas ao longo dos governos do presidente Lula ganharam estatura de elementos constitutivos da produção das políticas públicas. Das 87 conferências estudadas, realizadas de 1988 a 2010, 62 (71,3%) foram realizadas pelo governo Lula; sob o comando de FHC, por sua vez, foram realizadas apenas 17 conferências (19,5%), o que distingue em muito o papel que as formas de participação social ocupam em um e outro projeto político.

Outro indicador que reforça essa afirmação pode ser encontrado na quantidade de temas que foram submetidos ao processo conferencial: com FHC apenas 8 temas, enquanto que, sob Lula, 40 temas foram objeto de discussão nas conferências.

Essa realidade levou a coordenadora de pesquisa à constatação de que o governo Lula “ao criar e recriar as conferências e os conselhos nacionais como espaços de participação ativa da sociedade civil dentro do Estado, expandiu o tradicional rol de mediações políticas e seu desempenho e performance demonstrou que as mesmas têm o potencial de superar distorções dos sistemas eleitoral e partidário do país, ao propiciar uma representação mais proporcional, e portanto, igualitária, e mais inclusiva, e portanto, democrática”.

Essa afirmação dá consistência à afirmação de que o Brasil está vivendo um processo de forte “experimentalismo político, em que novas institucionalidades foram criadas consolidando-se como verdadeiras inovações democráticas”, superando a cantilena conversadora que insiste em “proteger” os mecanismos representativos tradicionais e rechaçar as formas de participação social como perigosas à democracia. É o que fez o candidato José Serra ao longo da campanha presidencial ao insistentemente atacar as conferências, endossando os ataques que alguns setores da grande mídia não cansam de repetir, como demonstra sua postura em relação à CONFECOM.

O forte estímulo aos conselhos e conferências e a extraordinária produção de propostas e sugestões apresentadas ao longo do processo de discussão que realizam, ao invés de se mostrar excludente e reativo às formas de representação consagradas pela democracia liberal, funcionam como reforço efetivo dessas. Ao aproximarem o Estado da sociedade civil, tornam o modo de se fazer política público “mais aberto, plural, inclusivo, legítimo e responsivo”, o que corresponde dizer que as políticas públicas deixam de ser construídas por meio da mediação feita apenas pelos setores tradicionais de representação e passam a ser resultado também dos interesses e pressões dos setores tradicionalmente desprovidos de espaços institucionais receptivos às suas agendas, nos quais possam incidir efetivamente nas decisões do Estado. O processo de decisão estatal, assim, incorpora uma diversidade maior de interesses do que os tradicionais, tornando-se mais permeável à sociedade e, portanto, mais democrático.

A interação positiva entre as formas de democracia participativa e a atividade parlamentar fica, também, bastante bem demonstrada ao ser analisada a pertinência temática entre a produção do Congresso e as resoluções das conferências. A pesquisa encontrou pertinência temática com as deliberações das conferências e conselhos em 8142 projetos de lei, 493 emendas constitucionais e 248 projetos de decreto legislativo. Dessas iniciativas parlamentares, 700 se tornaram leis, 41 decretos legislativos e 30 se tornaram emendas constitucionais, além de terem sido aprovadas 126 medidas provisórias. O que demonstra que há uma efetiva relação de mútuo fortalecimento entre a atividade parlamentar e as formas de participação social.

Outra crítica muito utilizada pelos conservadores é a de acusar as organizações sociais, que passam a interagir com o Estado de forma positiva, de estarem sendo cooptadas, ou manipuladas. Esses setores não compreendem que, sem perder a sua natureza reivindicatória e autônoma, a interação das organizações sociais com o Estado é uma das formas mais eficazes dessas fazerem valer as suas agendas.

Ao invés de enfraquecidas, ou cooptadas, as organizações sociais que atuam nos conselhos e nas conferências, são fortalecidas e amplamente reconhecidas como vocalizadoras e organizadoras dos interesses dos grupos sociais que representam, ganhando em legitimidade e representação.

O processo de construção dos planos nacionais de combate à discriminação racial e de políticas para as mulheres, por exemplo, conferiu às organizações antiraciais e feministas mais força para atuarem, tanto na construção de políticas públicas que incorporam as causas pelas quais atuam, quanto na mobilização da sociedade para fazê-las valer. A conquista desses planos e a decisiva participação dos movimentos sociais nas conferências e nos conselhos que deliberaram as suas diretrizes, ampliou a legitimidade social dos planos aprovados, do governo para transformá-los em políticas efetivas e dos movimentos sociais na luta para que eles sejam efetivamente realizados. A aprovação no parlamento, por sua vez, corrobora a relação intrínseca entre participação e representação.

Desta forma, é possível afirmar que o forte incremento das formas de participação social, ao incorporar milhões de brasileiros e brasileiros tradicionalmente excluídos da vida política, trouxe também novas agendas e interesses que passaram a incidir no desenho das ações do Estado e, assim, torná-las mais inclusivas e universais. A participação social, assim, mostra-se a forma mais efetiva de romper com o monopólio da política exercido pelos arranjos tradicionais e um fator fundamental para a nova feição que o Brasil começou a ganhar.

É, então, a democracia e não apenas a economia que explica o extraordinário sucesso do governo que finda. Não é à toa que esse processo de participação é duramente atacado e seus artífices, as organizações sociais brasileiras, são desdenhosamente tratadas, quando não criminalizadas.

(1) Conselho Nacional de Promoção de Igualdade Racial (CNPIR); Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), Conselho Nacional de Combate à Discriminação (CNCD), Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (Conade), Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (CNDI), Conselho Nacional dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes (CONANDA), Conselho de Juventude (CONJUVE), Conselho das Cidades (CONCIDADES), além da Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI).

(*) Sociólogo, exerce a função de Secretário Nacional de Articulação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República
gerson.a.silva@terra.com.br

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O Rio Grande que queremos

Enquanto ambientalistas preocupados com os rumos do Planeta,estamos trazendo aos companheiros e companheiras do Partido dos Trabalhadores (PT), está contribuição para agregar outros elementos na discussão podendo assim avançar nos novos rumos da humanidade,dando aos governantes do PT ou da Coligação nova visão de mundo a partir da nossa residência ,rua,bairro,cidade,estado e país.

Vemos com espanto o atentado que neste momento sofre a “Lei Federal” (4771) o Código Florestal, principalmente às APPs,no Congresso Federal, simplismente calam se os ecólogos e progressistas. Levanta se esta voz para dizer: “Sou Viceralmente Contra”,como manifestou se o “Padre Balduino Rambo” , quando da tentativa da derrubada do Horto Florestal,que hoje leva seu nome,na divisa entre Sapucaia e São Leopoldo.

Por este motivo estamos pedindo aos governantes do PT, tanto os Prefeitos de Municípios grandes , médios ou pequenos, quanto o Governador Tarso Genro, mesmo à Presidenta Dilma,coloquem estes assuntos na transversalidade nos Projetos de Governos, para melhora-los.

Vejamos o caso do Rio do Sinos,tentamos amenisar através da organização popular , os verdadeiros responsáveis pelo envenenamento do rio ,nunca estão presentes como frisa o Presidente do Pro Sinos o companheiro e Prefeito de São Leopoldo Ari Vanazzi.

Trazemos (13) treze pontos para que não esqueçamos das nossas responsabilidades.8!

1)-Nova matriz tributária para os Produtores primários,os pequenos,micros,agricultores familiares,índios e agricultores de sobrevivência.
2)- Verificar as condições das “Reservas Estaduais”.
3)-Planejamento e imediata contra o desmatamento.
4)-Cuidar das Bacias,microbacias,águas subterrâneas,nascentes e banhados.
5)-Reavaliar o projeto pró-vargea e os projetos de Reflorestamento com espécies exóticas,em áreas extremamente frágeis no estado .Citamos Região da Campanha.
6)- Reorganizar e reestruturar o “Conselho Estadual do Meio Ambiente”
7)-Educação Ambiental e combate ao “Tráfico de Animais Silvestres”, muitos extintos outros em extinção.
8)- Fortalecer à Patran.
9)-Preservar as APPs,Matas Remanescentes do Bioma do Pampa, Mata Atlantica,Zonas Lacrustres,do Litoral, nas Encostas e Áreas de Riscos.
10)-Planejar a longo médio e a curto prazo , do Transporte intermodal .
11)-Provocar e planejar uma mudança no sistema produtivo primário, do extensivo para o misto Extensivo-intensivo,sem precisar diminuir às APPs,a curto,médio e longo prso.
12)-Cuidar do nosso solo e sítios relevantes.
13)-E a Copa 2014,será conosco.

Seria isto,não falamos da Lei que Regulamenta os Resíduos Sólidos, da PEC que cria o “Bioma do Pampa”, da “Agenda 21”...


Por afonsoborgesambientalista@ig.com.br

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Comparativo entre Dilma e Serra

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Companheiras e companheiros,

Depois de oito anos do governo Lula, que reduziu as desigualdades e proporcionou desenvolvimento para todos, a direita deu-se conta que se não retomar o poder agora, não o fará na próxima década. Por isso, o desespero e o vale-tudo para desmoralizar a candidatura Dilma.

Portanto, temos a responsabilidade histórica de fazer um contraponto à mídia e aos setores reacionários, esclarecendo:

Quem é Dilma?

Dilma, que foi uma das pessoas mais importantes no Governo Lula e dará continuidade ao governo que:

1) deu aumento real ao salário mínimo que chegou a quase 300 dólares;
2) criou o Bolsa-Família – programa que tirou da miséria 28 milhões de brasileiros e programas de geração de emprego que elevaram à classe média outros 35 milhões de pessoas;
3) criou programas de educação de sucesso como o ProJovem, o ProUni e o ReUni, levando milhares de jovens às universidades;
4) criou o ProFuncionário, programa de qualificação para funcionários de escola;
5) criou o Piso Salarial Profissional Nacional para os professores;
6) criou o maior número de universidades de toda a história do Brasil (14 novas universidades e 134 novos campi espalhados pelo interior do Brasil);
7) criou o programa “Minha Casa Minha Vida”, que financiou casa própria para mais de 500 mil famílias;
8) Manteve e ampliou os programas de fortalecimento às micro e pequenas empresas, com redução de impostos;
9) criou o “Luz para Todos” e o “Programa de Aceleração do Crescimento – PAC”, gerando 10 milhões de postos de trabalho;
10) investiu na Petrobrás, descobrindo novas bacias petrolíferas e o pré-sal – que significará investimento em melhorias para todo o Brasil.

Quem é Serra?

Através do sucateamento da educação, Serra quer manter os privilégios de uma elite rançosa e excludente. Depois de o DEM, partido de seu vice, entrar no Supremo Tribunal Federal para acabar com o Programa Universidade para Todos (ProUni), agora o candidato José Serra atacou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), demonstrando sua plataforma elitista para a educação.

Obs.: O ProUni concedeu, desde sua criação,700 mil bolsas de ensino integrais para alunos do ensino público que tenham bom desempenho durante sua vida escolar. Desempenho medido através do Enem.

Serra é o candidato das elites. Para ele, os trabalhadores devem ser “serviçais”. Veja abaixo os votos do então deputado José Serra na Constituinte.

1) votou contra o monopólio nacional da distribuição do petróleo. Vai privatizar a Petrobras;
2) votou contra garantias ao trabalhador de estabilidade no emprego;
3) votou contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas;
4) votou contra a implantação de Comissão de Fábrica nas indústrias;
5) negou seu voto pela garantia do salário mínimo real. No governo do PSDB o salário mínimo não passava de 80 dólares;
6) negou seu voto pelo abono de férias de 1/3 do salário;
7) negou seu voto pelo aviso prévio proporcional;
8) negou seu voto para garantir 30 dias de aviso prévio. Para ele, estas são “mordomias” para os trabalhadores.
9) negou seu voto pelo direito de greve;
10) negou seu voto pela estabilidade do dirigente sindical;

Serra teve nota 3,75 pelo DIAP (Departamento Intersindical e Assessoria Parlamentar) numa escala de zero a 10.

Os dados estão no livro "Quem foi quem na Constituinte", página 621

O que isso significa? O que vimos dizendo sempre: Serra é o candidato das elites que só com o Governo Lula perderam seus privilégios.

Dilma é a candidata do Governo Lula. A candidata do povo brasileiro!

Vamos para as ruas para eleger Dilma Presidente!!!

Repassamos para sua análise alguns dados comparativos dos governos FHC e Lula.

Geração de empregos (incluindo com e sem carteira assinada):
FHC/Serra = 5 milhões x Lula/Dilma = 15 milhões
http://blogdolen.files.wordpress.com/2010/01/taxadesemprego.jpg

Salário mínimo:
FHC/Serra = 64 dólares x Lula/Dilma = 290 dólares
http://blogdolen.files.wordpress.com/2010/01/salariominimoxcestabasica.jpg
http://blogdolen.files.wordpress.com/2010/01/salario-minimo-reajustado.jpg

Mobilidade social (brasileiros que deixaram a linha da pobreza):
FHC/Serra = 2 milhões x Lula/Dilma = 27 milhões
http://blogdolen.files.wordpress.com/2010/01/linhadamiseria.jpg

Risco Brasil:
FHC/Serra = 2.700 pontos x Lula/Dilma = 200 pontos

Dólar:
FHC/Serra = R$ 3,00 x Lula/Dilma = R$ 1,78

Reservas cambiais:
FHC/Serra = menos 185 bilhões de dólares x Lula/Dilma = mais 239 bilhões de dólares

Relação crédito/PIB:
FHC/Serra = 14% x Lula/Dilma = 34%

Inflação:
FHC/Serra =12,5% (2002) x Lula/Dilma = 4,7% (2009)

Produção de automóveis:
FHC/Serra = queda de 20% x Lula/Dilma = aumento de 30%

Taxa de juros:
FHC/Serra = 27% x Lula/Dilma = 10,75%

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Caminhão com alimentos e propaganda de Serra é apreendido no Interior no RS

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Patrulheiros do Comando Rodoviário da Brigada Militar apreenderam, no final da tarde desta quinta-feira, um caminhão carregado com sacolas de alimentos e propagandas do candidato à presidência da República pelo PSDB, José Serra. O veículo, que foi utilizado na campanha de um candidato a deputado estadual pelo PSDB, foi interceptado junto ao Posto do Pedágio na ERS-135, entre Passo Fundo e Coxilha, devido a uma denúncia recebida pelo Ministério Público Eleitoral.

O promotor eleitoral Paulo Cirne recebeu a denúncia de que um caminhão estaria percorrendo a periferia de Coxilha, distribuindo alimentos. Segundo as informações repassadas ao promotor, junto com a sacola de alimentos, os beneficiados recebiam uma bandeira da campanha de José Serra. Paulo Cirne passou o alerta para o posto do Comando Rodoviário da BM com os patrulheiros interceptando o caminhão carregado ainda com várias sacolas de alimentos.

O motorista e um ajudante foram presos em flagrante por crime eleitoral e conduzidos para a Delegacia de Policia Federal em Passo Fundo. Até às 20h40min, eles continuavam sendo ouvidos na Polícia Federal.

Fonte: Jornal Correio do Povo

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Manifesto dos Reitores e do Projeto Pensar a Educação

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Projeto Pensar a Educação Pensar o Brasil – 1822/2022

Eleições 2010 - Manifesto


A Equipe do Projeto Pensar a Educação Pensar o Brasil – 1822/2022 tendo em vista a realização do 2º. turno das eleições presidenciais no Brasil, sente-se no dever de tomar uma posição em relação aos projetos político-sociais em confronto neste momento e apoiar a eleição da candidata Dilma Rousseff para Presidente da República.

Esta nossa decisão, amadurecida nas discussões internas do Projeto, baseia-se no fato de sabermos que mais do que duas candidaturas, estão em confronto pelo menos dois projetos político-culturais diferentes para o Brasil. Acreditamos que a candidatura de Dilma Rousseff representa a continuidade de um projeto que, depois de mais de cinco(05) séculos, vem possibilitando, efetivamente, a inclusão sócio-econômica de milhões de brasileiros e brasileiras.

A Equipe do Projeto bem sabe que várias das ações e das políticas do governo liderado por Lula da Silva, cuja continuidade Dilma Rousseff representa, são passíveis de críticas as mais diversas. Em várias de nossas ações, sobretudo nos Seminários Anuais e no Programa Rádio que mantemos, nós as fazemos publicamente.

No entanto, estas críticas não nos impedem de perceber os enormes avanços deste governo em direção a políticas sociais de efetiva inclusão dos setores populares e nem nos impedem de vislumbrar que uma eventual vitória de José Serra significaria um retrocesso nestas políticas, a exemplo do que foi o governo de Fernando Henrique Cardoso.

Por isso, no que se refere especificamente à nossa área de atuação, a educação, é com tranqüilidade que assumimos como nossas as palavras dos Reitores das Universidades Federais em recente Manifesto de à Nação Brasileira, quando eles afirmam que:

“Da pré-escola ao pós-doutoramento - ciclo completo educacional e acadêmico de formação das pessoas na busca pelo crescimento pessoal e profissional - consideramos que o Brasil encontrou o rumo nos últimos anos, graças a políticas, aumento orçamentário, ações e programas implementados pelo Governo Lula com a participação decisiva e direta de seus ministros, os quais reconhecemos, destacando o nome do Ministro Fernando Haddad.

Aliás, de forma mais ampla, assistimos a um crescimento muito significativo do País em vários domínios: ocorreu a redução marcante da miséria e da pobreza; promoveu-se a inclusão social de milhões de brasileiros, com a geração de empregos e renda; cresceu a autoestima da população, a confiança e a credibilidade internacional, num cl aro reconhecimento de que este é um País sério, solidário, de paz e de povo trabalhador. Caminhamos a passos largos para alcançar patamares mais elevados no cenário global, como uma Nação livre e soberana que não se submete aos ditames e aos interesses de países ou organizações estrangeiras.

Este período do Governo Lula ficará registrado na história como aquele em que mais se investiu em educação pública: foram criadas e consolidadas 14 novas universidades federais; institui-se a Universidade Aberta do Brasil; foram construídos mais de 100 campi universitários pelo interior do País; e ocorreu a criação e a ampliação, sem precedentes históricos, de Escolas Técnicas e Institutos Federais. Através do PROUNI, possibilitou-se o acesso ao ensino superior a mais de 700.000 jovens. Com a implantação do REUNI, estamos recuperando nossas Universidades Federais, de norte a sul e de leste a oeste. No geral, estamos dobrando de tamanho nossas In stituições e criando milhares de novos cursos, com investimentos crescentes em infraestrutura e contratação, por concurso público, de profissionais qualificados. Essas políticas devem continuar para consolidar os programas atuais e, inclusive, serem ampliadas no plano Federal, exigindo-se que os Estados e Municípios também cumpram com as suas responsabilidades sociais e constitucionais, colocando a educação como uma prioridade central de seus governos.

Por tudo isso e na dimensão de nossas responsabilidades enquanto educadores, dirigentes universitários e cidadãos que desejam ver o País continuar avançando sem retrocessos, dirigimo-nos à sociedade brasileira para afirmar, com convicção, que estamos no rumo certo e que devemos continuar lutando e exigindo dos próximos governantes a continuidade das políticas e investimentos na educação em todos os níveis, assim como na ciência, na tecnologia e na inovação, de que o Brasil tanto precisa para se inserir, de uma forma ainda mais decisiva, neste mundo contemporâneo em constantes transformações.

Finalizamos este manifesto prestando o nosso reconhecimento e a nossa gratidão ao Presidente Lula por tudo que fez pelo País, em especial, no que se refere às políticas para educação, ciência e tecnologia. Ele também foi incansável em afirmar, sempre, que recurso aplicado em educação não é gasto, mas sim investimento no futuro do País. Foi exemplo, ainda, ao receber em reunião anual, durante os seus 8 anos de mandato, os Reitores das Universidades Federais para debater políticas e ações para o setor, encaminhando soluções concretas, inclusive, relativas à Autonomia Universitária.” (EDUCAÇÃO - O BRASIL NO RUMO CERTO - Manifesto de Reitores das Universidades Federais à Nação Brasileira – out./2010.)

Por todos estes motivos e pelo fato de nosso projeto ter, no centro de suas preocupações, a busca de articulação dos projetos educacionais com os projetos de nação para o Brasil, não poderíamos nos omitir neste momento. Para nós, um dos poucos projetos de efetivo desenvolvimento social, econômico, cultura e educacional colocados em prática no Brasil corre o risco de se ver derrotado justamente por aqueles grupos que, ao longo de nossa história, mobilizando os argumentos mais falaciosos, tudo fizeram para aqui construir uma sociedade injusta, antidemocrática e desigual.

Contra isto nos mobilizamos; a favor da eleição de Dilma Rousseff nos MANIFESTAMOS

Belo Horizonte, outubro de 2010.


Prof. Luciano Mendes de Faria Filho
Faculdade de Educação - UFMG

Prof. Tarcísio Mauro Vago
Escola de Educação Física da UFMG

Coordenadores, em nome de toda a Equipe do Projeto Pensar a Educação, Pensar o Brasil.

(Pode ser reencaminhado)
www.fae.ufmg.br/pensareducacao

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