Dilma prepara agenda de campanha em Minas
segunda-feira, 5 de abril de 2010
A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT), escolheu a cidade da família do ex-governador Aécio Neves (PSDB), São João del-Rei, Campos das Vertentes, para começar a campanha. Serão três dias em Minas, segundo colégio eleitoral do país, com 14 milhões de votantes. Depois de visitar a São João na noite de segunda-feira, Dilma vai a Ouro Preto no dia seguinte e vem a Belo Horizonte, na quarta-feira, quando participa de uma atividade com a juventude do PT. O ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, um dos pré-candidatos do partido ao governo de Minas, é o responsável pela agenda que deve incluir a participação do outro pré-candidato, o ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias.
Na despedida do ministério da Casa Civil ontem, Dilma mostrou que não vai esperar o período eleitoral, que começa em julho, para usar o discurso de campanha. Falando em nome de outros nove ministros que se desincompatibilizaram dos cargos, avisou: “Nós nos despedimos, mas não somos aqueles que estão dizendo adeus. Somos aqueles que estão dizendo ‘até breve’. Não vamos nos dispersar”, disse, lembrando frase citada por Tancredo Neves, avô de Aécio, depois de ser escolhido presidente da República, no Colégio Eleitoral, em 1985.
Ela se disse disposta a participar de debates na TV quando começar a campanha. “Ninguém vai se esconder de debate”, afirmou a ex-ministra, que garantiu estar preparada para a disputa presidencial. “Fui preparada na vida para coisas muito mais duras do que disputar uma eleição”, afirmou depois de comunicar oficialmente sua saída, no Palácio do Itamaraty, em cerimônia que contou com a participação de vários ministros e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Difícil mesmo era aguentar a ditadura”, disse.
Dilma ressaltou a necessidade de dar continuidade às ações do governo. Disse que deixa o cargo renovando os compromissos de lutar para melhorar a vida do povo brasileiro. “Essa tarefa ficou mais fácil pelos caminhos abertos pelo governo e traçados pela sua liderança”, disse Dilma, dirigindo-se a Lula. Dilma enalteceu o governo, que começou em 2003. “O governo do senhor é um momento importante, de ápice, de vitória”, afirmou. “Talvez o mais longo momento de vitória de todos esses que lutaram e experimentaram em sua vida”. Ela citou as lutas contra a ditadura, a redemocratização, pelos direitos, igualdade, justiça e liberdade. “A geração que me sucedeu conseguiu realizar seus sonhos”, afirmou. “Tivemos o líder mais popular e talvez o mais brasileiro de todos os líderes”, afirmou.
Dilma disse ainda que o momento de transmissão de cargo pode ser comparado ao que alguns poetas descrevem como “uma espécie de alegria melancólica ou triste”. “Alegria porque saímos de um governo dos que mais fizeram pelo país e de tristeza porque abandonamos um trabalho de sete anos e meio”, comentou, acrescentando que alguns ministros exerceram o cargo por pouco mais de três anos porque se integraram ao governo no segundo mandato.
Segundo ela, o Brasil é um país que está pronto para dar um novo e decisivo passo para um futuro de prosperidade econômica e social. Esse passo, segundo ela, será dado trilhando o caminho já aberto pelo presidente Lula e explorando novos desafios, como as riquezas do pré-sal.
Emocionada, Dilma adotou tom de campanha para lembrar os principais programas do governo federal implantados nos últimos sete anos – na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ministra chorou ao citar nominalmente brasileiros atendidos por programas do governo, como um menino no Rio de Janeiro que conseguiu ser operado de lábio leporino em uma das unidades de saúde federais
“A dona Eliane procurou a gente no São Francisco, disse que vinha da roça e começou a vender quentinhas para os trabalhadores. Disse que agora tinha aberto um restaurante e, com muito orgulho, pagava R$ 5 mil de imposto de renda. Por trás de cada obra, tem uma história desse tipo”, afirmou
Críticas ao governo anterior
Dilma fez críticas ao governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). “Em apenas sete anos e meio, o nosso governo mudou o Brasil. Quando a gente olha e lembra o que se pensava em nosso país e, em 2002, damos conta do longo caminho percorrido”, afirmou.
A ministra disse que, ao contrário de outros gestores públicos, os ministros que deixam o governo não têm vergonha de representar o governo Lula – um recado aos tucanos que optaram por desvincular suas campanhas da gestão FHC. “Não cabe perguntar por que alguns não têm orgulho dos governos que participaram, mas podemos sempre saber que temos patrimônio, fizemos parte da era Lula. Vamos carregar essa história e contar aos nossos netos, nos orgulhar disso em nossa biografia” Dilma classificou de “viúvos do Brasil” aqueles que lamentam a fase em que o país crescia pouco, da estagnação”. “Eles fingem ignorar que essa mudança é substancial. Tem medo, eles não sabem o que oferecer a um povo que hoje é orgulhoso e tem certeza que sua vida mudou, não aceita mais migalhas, parcelas ou projetos inacabados”, afirmou.
Patrícia Aranha - Estado de Minas
Publicação: 01/04/2010 06:45
http://www.uai.com.br/htmls/app/noticia173/2010/04/01/noticia_politica,i=153895/DILMA+PREPARA+AGENDA+DE+CAMPANHA+EM+MINAS.shtml
Na despedida do ministério da Casa Civil ontem, Dilma mostrou que não vai esperar o período eleitoral, que começa em julho, para usar o discurso de campanha. Falando em nome de outros nove ministros que se desincompatibilizaram dos cargos, avisou: “Nós nos despedimos, mas não somos aqueles que estão dizendo adeus. Somos aqueles que estão dizendo ‘até breve’. Não vamos nos dispersar”, disse, lembrando frase citada por Tancredo Neves, avô de Aécio, depois de ser escolhido presidente da República, no Colégio Eleitoral, em 1985.
Ela se disse disposta a participar de debates na TV quando começar a campanha. “Ninguém vai se esconder de debate”, afirmou a ex-ministra, que garantiu estar preparada para a disputa presidencial. “Fui preparada na vida para coisas muito mais duras do que disputar uma eleição”, afirmou depois de comunicar oficialmente sua saída, no Palácio do Itamaraty, em cerimônia que contou com a participação de vários ministros e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Difícil mesmo era aguentar a ditadura”, disse.
Dilma ressaltou a necessidade de dar continuidade às ações do governo. Disse que deixa o cargo renovando os compromissos de lutar para melhorar a vida do povo brasileiro. “Essa tarefa ficou mais fácil pelos caminhos abertos pelo governo e traçados pela sua liderança”, disse Dilma, dirigindo-se a Lula. Dilma enalteceu o governo, que começou em 2003. “O governo do senhor é um momento importante, de ápice, de vitória”, afirmou. “Talvez o mais longo momento de vitória de todos esses que lutaram e experimentaram em sua vida”. Ela citou as lutas contra a ditadura, a redemocratização, pelos direitos, igualdade, justiça e liberdade. “A geração que me sucedeu conseguiu realizar seus sonhos”, afirmou. “Tivemos o líder mais popular e talvez o mais brasileiro de todos os líderes”, afirmou.
Dilma disse ainda que o momento de transmissão de cargo pode ser comparado ao que alguns poetas descrevem como “uma espécie de alegria melancólica ou triste”. “Alegria porque saímos de um governo dos que mais fizeram pelo país e de tristeza porque abandonamos um trabalho de sete anos e meio”, comentou, acrescentando que alguns ministros exerceram o cargo por pouco mais de três anos porque se integraram ao governo no segundo mandato.
Segundo ela, o Brasil é um país que está pronto para dar um novo e decisivo passo para um futuro de prosperidade econômica e social. Esse passo, segundo ela, será dado trilhando o caminho já aberto pelo presidente Lula e explorando novos desafios, como as riquezas do pré-sal.
Emocionada, Dilma adotou tom de campanha para lembrar os principais programas do governo federal implantados nos últimos sete anos – na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ministra chorou ao citar nominalmente brasileiros atendidos por programas do governo, como um menino no Rio de Janeiro que conseguiu ser operado de lábio leporino em uma das unidades de saúde federais
“A dona Eliane procurou a gente no São Francisco, disse que vinha da roça e começou a vender quentinhas para os trabalhadores. Disse que agora tinha aberto um restaurante e, com muito orgulho, pagava R$ 5 mil de imposto de renda. Por trás de cada obra, tem uma história desse tipo”, afirmou
Críticas ao governo anterior
Dilma fez críticas ao governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). “Em apenas sete anos e meio, o nosso governo mudou o Brasil. Quando a gente olha e lembra o que se pensava em nosso país e, em 2002, damos conta do longo caminho percorrido”, afirmou.
A ministra disse que, ao contrário de outros gestores públicos, os ministros que deixam o governo não têm vergonha de representar o governo Lula – um recado aos tucanos que optaram por desvincular suas campanhas da gestão FHC. “Não cabe perguntar por que alguns não têm orgulho dos governos que participaram, mas podemos sempre saber que temos patrimônio, fizemos parte da era Lula. Vamos carregar essa história e contar aos nossos netos, nos orgulhar disso em nossa biografia” Dilma classificou de “viúvos do Brasil” aqueles que lamentam a fase em que o país crescia pouco, da estagnação”. “Eles fingem ignorar que essa mudança é substancial. Tem medo, eles não sabem o que oferecer a um povo que hoje é orgulhoso e tem certeza que sua vida mudou, não aceita mais migalhas, parcelas ou projetos inacabados”, afirmou.
Patrícia Aranha - Estado de Minas
Publicação: 01/04/2010 06:45
http://www.uai.com.br/htmls/app/noticia173/2010/04/01/noticia_politica,i=153895/DILMA+PREPARA+AGENDA+DE+CAMPANHA+EM+MINAS.shtml


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