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UFPel terá primeiro centro público do país para tratamento de pacientes terminais de câncer

terça-feira, 2 de março de 2010

Um projeto criado pela Universidade Federal de Pelotas e que instalará na cidade o primeiro centro público especializado em cuidados de pacientes com câncer acaba de ser viabilizado pelo Ministério da Saúde. A proposta estava sob avaliação em Brasília desde 2007 e teve a confirmação da liberação da verba na semana passada, após intervenção direta do deputado Fernando Marroni.

Serão investidos R$ 600 mil na aquisição, reforma e ampliação de uma área de 16 mil metros quadrados (foto) que servirá como sede do Centro Especializado em Cuidados Paliativos (CECP).

Responsável pela condução das tratativas junto ao Ministério da Saúde para a aprovação do projeto e liberação dos recursos, o deputado federal Fernando Marroni destaca que centros públicos deste tipo só existem em países desenvolvidos da América do Norte e Europa.

“É um orgulho para Pelotas e para a UFPel contar com um quadro de especialistas capazes de propor tal projeto e prestar um tratamento tão qualificado e digno para os pacientes terminais de câncer”, disse Marroni.


De acordo com Julieta Fripp, diretora do Programa de Internação Domiciliar Interdisciplinar (PIDI), o projeto servirá como referência regional para o tratamento oncológico.

“O centro contará com estrutura de hospices (locais para hospedar e tratar pacientes com câncer) e um ambulatório para cuidados paliativos. Será a primeira iniciativa do gênero 100% pública no país”, explica a médica.
O CECP terá 12 leitos para pacientes com câncer, consultórios e área de convivência, além de assistência de médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas e fisioterapeutas. “O objetivo é oferecer uma assistência humanizada, diferente daquela recebida nos hospitais”, aponta.

Através do novo centro, os cuidados gratuitos a pacientes com câncer serão ampliados a pacientes que não são atendidos em suas casas pelo PIDI e também para moradores de áreas rurais e outras cidades da Zona Sul que poderão hospedar-se nos hospices.

A previsão é que dentro de seis meses a estrutura já esteja em funcionamento.

do Informativo do Dep. Fed. Fernando Marroni.

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