Os caras
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Por Juremir Machado da Silva
Não tem para ninguém. Os caras no mundo atualmente são dois brasileiros: Luiz Inácio e Ronaldinho Gaúcho. Azar de quem, por despeito, torce o nariz para eles. Luiz Inácio foi eleito o homem do ano pelo jornal francês Le Monde. Já o diário espanhol El País o escolheu como "personagem ibero-americano de 2009". O britânico Financial Times o colocou entre as 50 personalidades da década. Por fim, o Fórum de Davos vai homenageá-lo como "Estadista global" pela sua contribuição para melhorar o mundo. Os reacionários desmereceram a distinção francesa. A Rede Globo não deu um pio sobre o assunto no Jornal Nacional. Ah, se fosse o Dr. FHC! Os esquerdistas retrógrados vão desqualificar o mimo de Davos. De nada adiantará. Luiz Inácio está bombando. E indo em frente.
Quem diria, hein? O "analfabeto", o "sem dedo", o homem que dizia "menas", o "sapo barbudo", o "bebedor de cerveja", o retirante sem eira nem beira está embasbacando o mundo. Ingleses, franceses, espanhóis e até americanos tiram o chapéu para o metalúrgico nordestino. Obama tem razão: Luiz Inácio é o cara. Está mais do que provado: a rejeição a Luiz Inácio era puro preconceito ideológico, social e de classe. O vice-presidente José Alencar também só estudou até a quinta série do ensino fundamental. Ninguém fala disso. Ele é empresário. Vai ver que o mundo está louco. Onde se viu admirar tanto um político que nossa direita esclarecida insiste em rotular de demagogo, inculto, despreparado e até de burro? A conclusão é simples: inveja e pavor.
Ronaldinho Gaúcho também está deslumbrando a mídia global. O jornal Herald Tribune garante que o craque brasileiro formado no Grêmio "voltou a criar lances para os outros, gerando momentos que desafiam a imaginação". Mais: "Estão de volta a impudência de suas jogadas, os saltos acrobáticos, a capacidade surreal de escolher um colega e fazer um passe que comanda o movimento daquele jogador, além do sorriso dentuço que é sua marca". O Herald Tribune quer Ronaldinho na Copa da África do Sul. Eu também. Por aqui, continuamos a esculhambar Luiz Inácio e a chamar Ronaldinho de ex-atleta. Luiz Inácio e Ronaldinho vieram de longe. Percorreram o caminho do nada ao tudo. Vieram, viram e venceram. São dois gênios. Ronaldinho, depois de Pelé e Maradona, é o maior gênio da bola. Luiz Inácio é um gênio da comunicação política, um mestre da retórica sedutora e persuasiva, um doutor em estratégias e em negociação. Um monstro da palavra.
Luiz Inácio fez alguns gols de placa: conservou e aprimorou a política econômica de FHC, transformou o Bolsa-Escola no Bolsa-Família, uma política de assistência social de Primeiro Mundo (tem, sem um nome tão adequado, na França, na Alemanha e nos países escandinavos) e criou o fundamental ProUni, uma ideia do sempre tão combatido e vilipendiado gaúcho Tarso Genro. Ronaldinho Gaúcho fez do futebol uma festa para o olhar. O melhor é saber que Ronaldinho e Luiz Inácio são como Gisele Bündchen. Tem quatro ou cinco como ela trabalhando de caixa em cada supermercado dos nossos bairros.
Não tem para ninguém. Os caras no mundo atualmente são dois brasileiros: Luiz Inácio e Ronaldinho Gaúcho. Azar de quem, por despeito, torce o nariz para eles. Luiz Inácio foi eleito o homem do ano pelo jornal francês Le Monde. Já o diário espanhol El País o escolheu como "personagem ibero-americano de 2009". O britânico Financial Times o colocou entre as 50 personalidades da década. Por fim, o Fórum de Davos vai homenageá-lo como "Estadista global" pela sua contribuição para melhorar o mundo. Os reacionários desmereceram a distinção francesa. A Rede Globo não deu um pio sobre o assunto no Jornal Nacional. Ah, se fosse o Dr. FHC! Os esquerdistas retrógrados vão desqualificar o mimo de Davos. De nada adiantará. Luiz Inácio está bombando. E indo em frente.
Quem diria, hein? O "analfabeto", o "sem dedo", o homem que dizia "menas", o "sapo barbudo", o "bebedor de cerveja", o retirante sem eira nem beira está embasbacando o mundo. Ingleses, franceses, espanhóis e até americanos tiram o chapéu para o metalúrgico nordestino. Obama tem razão: Luiz Inácio é o cara. Está mais do que provado: a rejeição a Luiz Inácio era puro preconceito ideológico, social e de classe. O vice-presidente José Alencar também só estudou até a quinta série do ensino fundamental. Ninguém fala disso. Ele é empresário. Vai ver que o mundo está louco. Onde se viu admirar tanto um político que nossa direita esclarecida insiste em rotular de demagogo, inculto, despreparado e até de burro? A conclusão é simples: inveja e pavor.
Ronaldinho Gaúcho também está deslumbrando a mídia global. O jornal Herald Tribune garante que o craque brasileiro formado no Grêmio "voltou a criar lances para os outros, gerando momentos que desafiam a imaginação". Mais: "Estão de volta a impudência de suas jogadas, os saltos acrobáticos, a capacidade surreal de escolher um colega e fazer um passe que comanda o movimento daquele jogador, além do sorriso dentuço que é sua marca". O Herald Tribune quer Ronaldinho na Copa da África do Sul. Eu também. Por aqui, continuamos a esculhambar Luiz Inácio e a chamar Ronaldinho de ex-atleta. Luiz Inácio e Ronaldinho vieram de longe. Percorreram o caminho do nada ao tudo. Vieram, viram e venceram. São dois gênios. Ronaldinho, depois de Pelé e Maradona, é o maior gênio da bola. Luiz Inácio é um gênio da comunicação política, um mestre da retórica sedutora e persuasiva, um doutor em estratégias e em negociação. Um monstro da palavra.
Luiz Inácio fez alguns gols de placa: conservou e aprimorou a política econômica de FHC, transformou o Bolsa-Escola no Bolsa-Família, uma política de assistência social de Primeiro Mundo (tem, sem um nome tão adequado, na França, na Alemanha e nos países escandinavos) e criou o fundamental ProUni, uma ideia do sempre tão combatido e vilipendiado gaúcho Tarso Genro. Ronaldinho Gaúcho fez do futebol uma festa para o olhar. O melhor é saber que Ronaldinho e Luiz Inácio são como Gisele Bündchen. Tem quatro ou cinco como ela trabalhando de caixa em cada supermercado dos nossos bairros.


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