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O destino adequado para o lixo eletrônico

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A massificação de aparelhos eletrônicos, como computadores, televisores, celulares, câmaras digitais e eletrodomésticos, rapidamente subs t i tuídos por modelos mais avançados, resulta em um grave problema ambiental, que é o crescente aumento do lixo eletrônico no Brasil. “Isto gera uma enorme quantidade de resíduos eletrônicos, cujo destino final não tem responsabilização”, salienta o deputado Adão Villaverde, conclamando representantes de governos nacional e estadual, entidades ambientais, de associações e de empresas eletroeletrônicas a debater saídas, no âmbito do Parlamento.

Villa, que é proponente do Seminário “Reutilização social e destinação ambiental adequada ao lixo eletrônico”, aprovado na Comissão de Economia e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa, esteve reunido com o presidente da Fiergs, Paulo Tigre, na quinta-feira (17), para tratar deste tema. O Seminário tem como objetivo conhecer melhor as experiências realizadas por entidades como a Rede Marista, que desenvolve reciclagem social de computadores e eletrônicos, além da própria Fiergs, a qual possui um banco de reciclagem que conta hoje com mais de 6.500 empresascadastradas.

Para Villaverde, o Seminário irá cumprir um papel estratégico para aprofundar o conhecimento, discutir e avaliar experiências de como estamos tratando a questão do reaproveitamento dos equipamentos eletrônicos no RS. O grande marco será a possibilidade da criação de uma legislação estadual que trate sobre o destino final de componentes eletrônicos descartados.

Segundo Villaverde, estima-se que estão em uso, no Brasil, cerca de 160 milhões de telefones celulares e 60 milhões de computadores que logo serão tecnologicamente ultrapassados e se transformarão em resíduo eletrônico, produzindo lixo tóxico. De acordo com estudos do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a maioria dos produtos contem substâncias tóxicas como polímeros anti-chamas, PVC e metais pesados, como mercúrio, chumbo e cádmio. No solo, contaminam o lençol freático e os mananciais que abastecem as populações. Também provocam doenças graves e distúrbios no sistema nervoso de catadores que sobrevivem da venda dos materiais coletados nos lixões. Podem ainda afetar os rins e o cérebro, além de provocar a morte por envenenamento. “Assim, regulamentar seu destino é condição urgente para que possamos continuar a nos beneficiar dos avanços da tecnologia de maneira sustentável, sem pagar um alto preço ambiental e à saúde da população”, reforça Villa.

Informativo On-line do Mandato - n°330 - 19/02/2010 do Dep. Est. Adão Villaverde.

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