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Yeda apresenta atestados falsos

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Na entrevista coletiva que concedeu no dia 21, a governadora Yeda Crusius disse que, agora, estava se sentindo mais livre porque, por onde fosse, poderia apresentar atestados do Tribunal Regional Federal (TRF), da Assembleia Legislativa, do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Ministério Público Estadual (MPE). Cabe perguntar à governadora:

- A senhora quis dizer atestados de inocência?
E cabe, então, de pronto, responder:
- Não o são, senhora governadora.

Senão, vejamos: no que se refere ao Tribunal Regional Federal, a única manifestação emitida até agora, diz apenas que Yeda não pode ser processada naquela instância, mas não há, no documento dos desembargadores, uma palavra sequer que lhe conceda absolvição sobre as acusações de que tenha operado, facilitado ou se beneficiado da Fraude do Detran. É oportuna a afirmação do editorial do jornal Zero Hora do dia 22 que analisa a entrevista de Yeda: “...o ideal é que não houvesse uma denúncia de improbidade, da qual (Yeda) foi retirada unicamente por estar no juízo errado...” Mas Yeda, mesmo sabendo disso, tentou dar um caráter de absolvição ao atestado do TRF, o que é absolutamente falso.

IGNORANDO OS INDÍCIOS - A governadora mencionou também a decisão da Assembleia Legislativa de arquivar o impeachment como se isto fosse outro atestado de inocência que ela pudesse exibir. Ora, até as cadeiras do Plenário sabem: a decisão de arquivar o processo foi tomada pelos aliados da governadora que, utilizando-se do fato de serem maioria, aprovaram um relatório que ignorou a montanha de indícios existentes contra Yeda, a pilha de denúncias que recaem sobre o governo e a coleção de suspeitas ainda não devidamente averiguadas sobre os atuais donos do Poder no Estado. O relatório, é fundamental lembrar, foi produzido por ninguém menos do que a presidente do partido da própria governadora, a deputada Zila Breitenbach (PSDB). Isto, por si só, eiva de suspeição o trabalho da relatora. Pior: a Comissão de Admissibilidade do Impeachment, que deveria orientar o trabalho da relatoria, foi presidida por ninguém menos do que o líder do governo Yeda, deputado Pedro Westphalen (PP). E a Comissão de Admissibilidade, diz a lei, deveria ser composta por deputados de todos os partidos. Está, portanto, pressuposto que todos os partidos tivessem voz na comissão. Que nada! A mão de ferro do presidente/líder impediu que a comissão sequer se reunisse.

do Blog do Dep. Est. Elvino Bohn Gass, junto ao PTSul.

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