Governadora queria pagar Atento apesar de pareceres contrários, diz Bordignon
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Apesar de pareceres contrários da Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (CAGE) e da Procuradoria Geral do Estado (PGE), a governadora Yeda Crusius queria pagar a dívida de R$ 16 milhões cobrada pela empresa Atento Service. A avaliação foi feita pelo deputado Daniel Bordignon (PT) logo após o depoimento do proprietário da prestadora de serviços do Detran, Gilmar Schwanck Justo, na tarde desta segunda-feira (26). “Está claro que, apesar do alerta da CAGE e da PGE, a governadora queria pagar a conta apresentada pela empresa”, apontou o parlamentar.
Bordignon solicitou a reprodução de uma entrevista da governadora à Rádio Gaúcha, em que ela (Yeda Crusius) reconhece a dívida. “Temos uma dívida, sabemos que temos. Juridicamente, como é que eu faço, para fazer o cálculo dessa dívida?”, afirmou a governadora, que na época deu um mês de prazo para que o então presidente do Detran Sérgio Buchmann resolvesse o problema com a Atento.
O depoente afirmou aos deputados que “houve promessas do governo” para equacionar o problema da dívida, mas que “quando viu que não iriam repactuar o débito” contratou um escritório de advocacia para tratar a questão. Ele admitiu que participou de reuniões com integrantes do Executivo e com a própria governadora onde o assunto foi discutido.
Estranha coincidência
Bordignon classificou de “estranha coincidência” o fato do proprietário da Atento ter contrato o escritório de advogacia que emprega o filho de um amigo do ex-secretário de Transparência Carlos Otaviano Brenner de Moraes, que teria atuado como “advogado da empresa na cúpula do governo”. O parlamentar se referiu ao advogado Ricardo Silva, filho de um procurador do Estado que é amigo do ex-secretário. “É público que o ex-secretário foi um dos principais defensores do pagamento desta dívida, que é bastante questionável. Agora, sabemos que há coincidências estranhas que marcam a relação de Brenner de Moares com a empresa”, apontou.
O petista voltou a defender a convocação dos ex-presidentes do Detran Carlos Ubiratan dos Santos e Flávio Vaz Netto para deporem na comissão de inquérito. “Não há como encerrar este capítulo sem trazer os ex-presidentes. Até porque é preciso confrontar o que disseram na CPI do Detran, que ocorreu no ano passado, com os áudios e as informações da Operação Rodin, liberados para a CPI da Corrupção”, defendeu.
A próxima sessão da comissão de inquérito ocorre na quarta-feira (28) ao meio-dia.
Por Olga Arnt.
Bordignon solicitou a reprodução de uma entrevista da governadora à Rádio Gaúcha, em que ela (Yeda Crusius) reconhece a dívida. “Temos uma dívida, sabemos que temos. Juridicamente, como é que eu faço, para fazer o cálculo dessa dívida?”, afirmou a governadora, que na época deu um mês de prazo para que o então presidente do Detran Sérgio Buchmann resolvesse o problema com a Atento.
O depoente afirmou aos deputados que “houve promessas do governo” para equacionar o problema da dívida, mas que “quando viu que não iriam repactuar o débito” contratou um escritório de advocacia para tratar a questão. Ele admitiu que participou de reuniões com integrantes do Executivo e com a própria governadora onde o assunto foi discutido.
Estranha coincidência
Bordignon classificou de “estranha coincidência” o fato do proprietário da Atento ter contrato o escritório de advogacia que emprega o filho de um amigo do ex-secretário de Transparência Carlos Otaviano Brenner de Moraes, que teria atuado como “advogado da empresa na cúpula do governo”. O parlamentar se referiu ao advogado Ricardo Silva, filho de um procurador do Estado que é amigo do ex-secretário. “É público que o ex-secretário foi um dos principais defensores do pagamento desta dívida, que é bastante questionável. Agora, sabemos que há coincidências estranhas que marcam a relação de Brenner de Moares com a empresa”, apontou.
O petista voltou a defender a convocação dos ex-presidentes do Detran Carlos Ubiratan dos Santos e Flávio Vaz Netto para deporem na comissão de inquérito. “Não há como encerrar este capítulo sem trazer os ex-presidentes. Até porque é preciso confrontar o que disseram na CPI do Detran, que ocorreu no ano passado, com os áudios e as informações da Operação Rodin, liberados para a CPI da Corrupção”, defendeu.
A próxima sessão da comissão de inquérito ocorre na quarta-feira (28) ao meio-dia.
Por Olga Arnt.


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