RS Urgente adverte: ler a ação do MPF é esclarecedor, mas dá náusea e gera raiva
segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Quem lê as mais de mil páginas da ação de improbidade movida pelo Ministério Público Federal contra Yeda e outros oito figurões, além de obter muitas informações sobre a fraude, não escapa de ficar estarrecido. Seja pela forma rebaixada com que se davam as comunicações entre os denunciados, seja pelos adjetivos preconceituosos e/ou depreciativos com que são tratados deputados, secretários de Estado e a própria governadora, seja pela desfaçatez dos envolvidos que agiam com a convicção da impunidade, seja pelas informações novas que vão surgindo no decorrer da leitura.
Quando se fala, por exemplo, na carta que Lair Ferst escreveu à Yeda para contar detalhes da fraude do Detran e que teria Marcelo Cavalcante como emissário, o debate, invariavelmente, é se a governadora recebeu, ou não, a missiva. O assunto surgiu no ano passado, durante a CPI do Detran. Marcelo não foi à CPI mas, à imprensa, declarou que não havia entregue a carta à governadora. Já nas conversas que gravou com Lair Ferst e cujo teor está nas páginas da ação de improbidade, Marcelo diz o contrário, ou seja, que entregou, sim, a carta à Yeda.
Contudo, nesta história toda, um detalhe fundamental tem passado despercebido: nas conversas com Marcelo, o próprio Lair garante que entregou pessoalmente à carta à governadora. Zero Hora chegou a publicar o trecho da conversa mas a matéria do jornal chama a atenção para a contradição de Marcelo e, em momento algum, ressalta ou sequer comenta a declaração de Lair nas linhas finais do trecho reproduzido acima.
Publicado no Blog RS Urgente.
Informações do Informativo do Dep. Estadual Elvino Bohn Gass.


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