PT pede sindicância e afastamento do chefe de gabinete da governadora. Assista
quinta-feira, 23 de julho de 2009
O líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa solicitou formalmente à Secretaria de Transparência a instauração de sindicância para apurar o envolvimento do chefe de gabinete da governadora no episódio da prisão do filho do ex-presidente do Detran, Sérgio Buchmann, no dia 15 de julho. O deputado Elvino Bohn Gass entregou, no final da tarde desta quarta-feira (22), ao secretário Francisco Luçardo requerimento pedindo a abertura de investigação e o afastamento de Ricardo Lied de suas funções no governo até o fim da apuração. “Além disso, pedimos que a governadora seja informada de que a não adoção de nenhuma medida para esclarecer os fatos pode configurar crime de responsabilidade e improbidade administrativa”, revelou o parlamentar.
O petista solicitou, ainda, que a secretaria informe os procedimentos adotados. No caso de indeferimento do pedido, os deputados deverão adotar medidas judiciais. “Se a Secretaria da Transparência não cumprir as atribuições que lhe cabem, vamos procurar outro caminho para apurar responsabilidades pessoais e a quebra do probidade administrativa”, avisou.
Segundo Bohn Gass, o secretário disse que o caso será bem encaminhado, porque o governo não pode acumular mais desgastes.
Atuação suspeita
É a segunda vez que o chefe de gabinete da governadora é flagrado imiscuindo-se em assuntos que não têm relação direta com suas tarefas no Palácio Piratini. Em maio, Lied foi denunciado pelo ex-ouvidor da Segurança Pública, Adão Paiani, por ter violado o Sistema Integrado de Informações da Polícia com fins eleitorais. Na noite anterior à prisão do filho do ex-presidente do Detran, ele esteve na casa de Buchmann, acompanhado por um delegado do Denarc e pelo superintendente da Susepe. Conforme o ex-presidente da autarquia, os interlocutores sugeriram que ele (Buchmann) fizesse contato com o filho para alertá-lo de que seria preso. Desconfiado de que se tratava de uma armadilha, Buchmann revelou o fato à imprensa. “Ao se intrometer em atividade de competência da polícia e da justiça, o chefe de gabinete da governadora cometeu uma irregularidade administrativa e, possivelmente, penal”, acredita Bohn Gass.
O parlamentar acha muita coincidência o fato de a visita ter ocorrido um dia depois da publicação da portaria 149/2009, do Detran, descredenciando a empresa Atento Service e determinando o ressarcimento de R$ 2,3 milhões aos cofres públicos. A queda de braço com a empresa responsável pelo serviço de guinchos, já teria levado a delegada Estela Maris Simon, antecessora de Buchmann, a deixar o comando da autarquia. A Atento cobra uma dívida do Estado de R$ 16 milhões, que Buchmann recusava-se a reconhecer.
Sem polêmica
O documento assinado pelos petistas concorda com declarações dadas à imprensa pelo secretário da Transparência em pelo menos um aspecto. Em matéria publicada hoje pelo jornal Zero Hora, Luçardo diz que “não existe polêmica sobre o caso”. “Realmente, inexiste polêmica. É fora de dúvida que os agentes da Secretaria de Segurança agiram em desacordo com a técnica policial, dando margem para que a prisão de um traficante não lograsse êxito ou para que as necessárias provas do ilícito fossem descartadas ou imprestáveis para fins penais”, sustenta a representação.
O petista solicitou, ainda, que a secretaria informe os procedimentos adotados. No caso de indeferimento do pedido, os deputados deverão adotar medidas judiciais. “Se a Secretaria da Transparência não cumprir as atribuições que lhe cabem, vamos procurar outro caminho para apurar responsabilidades pessoais e a quebra do probidade administrativa”, avisou.
Segundo Bohn Gass, o secretário disse que o caso será bem encaminhado, porque o governo não pode acumular mais desgastes.
Atuação suspeita
É a segunda vez que o chefe de gabinete da governadora é flagrado imiscuindo-se em assuntos que não têm relação direta com suas tarefas no Palácio Piratini. Em maio, Lied foi denunciado pelo ex-ouvidor da Segurança Pública, Adão Paiani, por ter violado o Sistema Integrado de Informações da Polícia com fins eleitorais. Na noite anterior à prisão do filho do ex-presidente do Detran, ele esteve na casa de Buchmann, acompanhado por um delegado do Denarc e pelo superintendente da Susepe. Conforme o ex-presidente da autarquia, os interlocutores sugeriram que ele (Buchmann) fizesse contato com o filho para alertá-lo de que seria preso. Desconfiado de que se tratava de uma armadilha, Buchmann revelou o fato à imprensa. “Ao se intrometer em atividade de competência da polícia e da justiça, o chefe de gabinete da governadora cometeu uma irregularidade administrativa e, possivelmente, penal”, acredita Bohn Gass.
O parlamentar acha muita coincidência o fato de a visita ter ocorrido um dia depois da publicação da portaria 149/2009, do Detran, descredenciando a empresa Atento Service e determinando o ressarcimento de R$ 2,3 milhões aos cofres públicos. A queda de braço com a empresa responsável pelo serviço de guinchos, já teria levado a delegada Estela Maris Simon, antecessora de Buchmann, a deixar o comando da autarquia. A Atento cobra uma dívida do Estado de R$ 16 milhões, que Buchmann recusava-se a reconhecer.
Sem polêmica
O documento assinado pelos petistas concorda com declarações dadas à imprensa pelo secretário da Transparência em pelo menos um aspecto. Em matéria publicada hoje pelo jornal Zero Hora, Luçardo diz que “não existe polêmica sobre o caso”. “Realmente, inexiste polêmica. É fora de dúvida que os agentes da Secretaria de Segurança agiram em desacordo com a técnica policial, dando margem para que a prisão de um traficante não lograsse êxito ou para que as necessárias provas do ilícito fossem descartadas ou imprestáveis para fins penais”, sustenta a representação.
Por Olga Arnt.








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